Dia Mundial sem carro

Uma coisa que me deixa bem irritadinha é ver uma fila enorme de carros com apenas uma pessoa dentro. Se toda essa gente usasse transporte público os engarrafamentos nas grandes metrópoles diminuiria significativamente. Tá, eu sei que as opções de transporte público em muitas capitais deixam muito a desejar, mas é para isso que serve o direito inalienável dos cidadãos de reivindicar aos políticos ações que beneficiem as cidades, estados, países…

Sem muita elucubração…

Hoje, dia 22 de setembro, é o Dia Mundial Sem Carro. Faça uma forcinha, deixe o carro na garagem e experimente o transporte público – caso você tenha acesso fácil a ele, claro! – ou dê carona solidária: seu vizinho vai para o mesmo lugar que você? Dê carona! Tire um carro de circulação!

 

Leia mais sobre o Dia Mundial Sem Carro aqui! No mesmo blog há informações super legais sobre transporte público!

Isaac Asimov e a internet

Soube desse vídeo muito interessante onde Isaac Asimov fala em entrevista concedida em 1988 sobre a possibilidade de cada pessoa ter um computador em sua casa, e com esse computador poder acessar bases de dados mundiais com conteúdos oriundos de diversas bibliotecas… bleh! Não vou escrever mais sobre isso, tentar resumir o pensamento de Asimov é estupidez. Divirta-se e aprenda:

O lado oculto da internet (Parte I – Deep Web)

Série de três artigos sobre a WEB que muitos de nós não conhecemos. Parte I.

 

Navegando por um blog que eu gosto de acompanhar li o comentário de um rapaz que fala da deep web (ou web profunda, numa tradução literal e torta).  Antes de continuar gostaria de deixar claro que eu não sou profunda conhecedora da linguagem técnica da internet, acho que me enquadro na categoria de “usuária comum”, assim, se eu falar alguma besteira, por favor, sinta-se livre para me corrigir nos comentários.

Voltando…

Pois bem, a deep web, ou invisible internet (ou “internet invisível”) traz conteúdos que não aparecem nas ferramentas de busca comuns – como o google – é quase um rede de dados ocultos e difíceis de encontrar se você não usar ferramentas de busca feitas para rastrear informações na deep internet, como por exemplo o Incywincy.

Dentre as coisas que encontramos nesse dark side of the internet há sites de pessoas que propositalmente usam técnicas para que seus sites ou blogs não apareçam na rede superficial, há ainda sites que há muito tempo não são atualizados e portanto sumiram no mar de informações virtuais que aparecem no Google, e há ainda conteúdo de bancos de dados que simplesmente não são indexados pelas ferramentas de busca mais famosas. O fato é que há muitas informações interessantes nessa web invisível, mas há também coisas, digamos, inapropriadas e até criminosas. O mais incrível disso tudo é que a deep internet é maior do que a internet mais acessível, algumas estimativas otimistas propõem que o negócio é até 500 vezes maior do que a web visível.

De posse dessas informações e movida pela mais excruciante curiosidade fui me embrenhar pelos mistérios da web invisível. Comecei pela ferramenta de buscas Incywincy e devo confessar que nesta primeira exploração gostei do que vi. Bom, primeiro porque o Incywincy te leva para páginas que realmente não encontramos em ferramentas de busca famosas e muito dos conteúdos dessas páginas são de qualidade. Comecei a procurar por termos que trazem muitos resultados, por exemplo, no Google. Digitei “Adolf Hitler” no Incywincy e encontrei o site de uma revista eletrônica dedicada a estudos sobre provérbios, o artigo que encontrei era sobre a manipulação dos provérbios no livro Mein Kampf. É um artigo sério e sobre um aspecto do livro do Hitler que eu nunca vi ser trabalhado até agora.

Claro que não digitei nenhum termo escabroso, mas pelo visto o Incywincy é mais uma ferramenta de busca. Acho que não encontraremos lá mais coisas ilegais do que se encontra no Yahoo! Buscas, a diferença é que encontramos coisas que não encontramos em ferramentas tradicionais. Então vale a pena olhar. Há ainda outros meios para se procurar na deep web, mas dos que testei até agora o Incywincy parece o mais bacana.

Quais são as desvantagens?

- Bom, a maior parte do conteúdo está em língua inglesa.

- Li em algum lugar que os riscos de parar numa página maliciosa e acabar com um vírus no PC também são maiores nesse tipo de ferramenta de busca, mas pela minha experiência – ainda recente – na deep web me parece que tomando alguns cuidados básicos que já devem ser observados quando usamos a internet visível os riscos diminuem muito.

- Dependendo da ferramenta que você usar pode acabar numa página com conteúdo criminoso, mas novamente, a mesma coisa pode acontecer usando o Google.

Então se me perguntarem se eu aconselharia uma visita às ferramentas de busca da deep web eu diria que sim, mas sugeriria o Incywincy para marujos iniciantes desses mares nunca d’antes navegados.

Link para o IncyWincy: The Invisible Web Search Engine

O próximo artigo vai tratar de algo mais escondido ainda, a Dark Web. Algumas pessoas usam “Deep Web” e “Dark Web” como sinônimos, mas pelo o que vi as duas coisas parecem bem diferentes.

 

Aguardem.

Avante – Atos contra a corrupção

Parece que aos poucos os brasileiros acordam… ao menos aqueles que deveriam acordar. No dia 7 de setembro ocorreram manifestações contra a corrupção em importantes cidades brasileiras como São Paulo e Brasília e felizmente outras ainda acontecerão.

Dia 20 de setembro de 2011 está marcada uma para o Rio de Janeiro, 17h na Cinelândia. Vá! Vamos parar de reclamar com nossos traseiros colados à cadeira, isso não basta!

Mas o buraco é mais embaixo. A corrupção no Brasil não é monopólio dos três poderes. Como bem trouxe o jornal “A Gazeta”:

Um dos organizadores da manifestação é o estudante de Direito Caio Neri, 21 anos. Ele diz que o movimento não é apenas contra os deslizes dos políticos e chama atenção para atitudes do cotidiano.

“Um exemplo clássico são pessoas que recebem dinheiro a mais no troco e não devolvem. Se a pessoa se corrompe por algo pequeno, como furar fila ou receber vantagem indevida, imagine se ela pudesse conseguir uma vantagem maior com isso?”

Tocaram na ferida!

A corrupção na política nacional é conseqüência, não causa, da corrupção entranhada no cotidiano dos brasileiros. Desde o famoso “gato” – que nada mais é do que ROUBO de energia, sinal de internet/televisão/telefone e água – até propinas pagas a funcionários públicos dos baixos e altos escalões, a corrupção faz parte de nosso cotidiano, das relações sociais brasileiras. Alegra-me ver que cada vez mais gente se dá conta disso e começa a combater a corrupção invisível, aquela do dia-a-dia e que chega a seu extremo nas sombras da Praça dos Três Poderes.

Acho que uma mudança começa.

Vamos Brasileiras e Brasileiros de bem!!!

Em São Paulo será no dia 20 de setembro também! No Largo de São Francisco a partir das 18h.

Vejo vocês lá.

Página do Movimento do Rio de Janeiro

Página do Facebook do Movimento de São Paulo

É tudo pelo bem das criancinhas!

Uma matéria publicada no Yahoo fala do surgimento na Turquia de uma espécie de comissão responsável por lutar contra a obscenidade nas artes e na imprensa escrita. Sem muitas firulas, a dita comissão tem por objetivo censurar as obras que os seus nobres membros acham que os turcos não devem ler ou admirar. Ou seja, os nobres doutores – e religioso – se acham aptos a opinar sobre os gostos de todo um povo… eles se acham aptos a escolher o que pode e o que não pode ser lido. Qual a desculpa? A velha de sempre: proteger as criancinhas.

Não muito diferente dos comentários a praticamente todas as notícias que são veiculadas na imprensa. Nada mais comum do que encontrar: “e nossas crianças assistem a esses programas”, “e se uma criança presenciar dois homens se beijando, o que vai pensar?”, “com tanta criança passando fome…”, “sou contra o aborto porque defendo a vida das crianças”. Eu sinceramente acredito que se esses preocupados samaritanos virtuais amassem tanto com as crianças nossas ruas não teriam menores abandonados, nossos orfanatos estariam vazios e nossas escolas seriam puro luxo – pois quem realmente se preocupa com as crianças exige dos governantes a boa administração das escolas que recebem, pasmem, crianças!

O fato, pequeno gafanhoto, é que nem os senhores da comissão turca nem os internautas brazucas estão preocupados com as crianças. Os poderosos turcos usam os pequenos como uma boa desculpa para exercer nada mais, nada menos, do que CENSURA. Os internautas brazucas usam das crianças para justificarem seus próprios medos e confusões.

Vou por partes…

“As criancinhas vão ver esses absurdos na televisão!” – não sei vocês, mas minha mãe selecionava muito bem os programas que eu podia assistir quando eu era moleca. Tinha hora para ver TV, tinha programa que eu podia ver, e existiam aqueles terminantemente censurados pela única pessoa que podia censurar o que eu assistia, lia, ouvia: mamãe. É que não fui educada pela rede Globo, sabe cumé… então, papais e mamães, não fiquem a dar chiliques porque o filme que passa as 23h tem um beijo gay porque vossos rebentos ficarão traumatizados por causa de um beijo! Primeiro que 23h é uma ótima hora para crianças dormirem, segundo, porque os senhores podem simplesmente proibir seus filhotes de verem tamanha “obscenidade”. Então, não usem as crianças como justificativa para vosso horror a um beijo, assumam que quem está incomodado com isso é… ADVINHA! “Mas eu não tenho filhos, estou preocupado com os filhos dos outros” – Ah é? Quanta solidariedade! Imagino que você doou substanciais somas de dinheiro para auxiliar a família com dez filhos da favelinha perto da tua casa, né? Então tá!

“E se uma criança presenciar dois homens se beijando, o que vai pensar?” – Será que uma criança vai realmente sofrer para o resto de sua existência por presenciar um beijo? Ou será que quem está realmente incomodado com isso é o “senhor preocupado”? O fato é que não nascemos com repulsa a determinados tipos de beijo, aprendemos ao longo de nossa existência que certos beijos podem e outros nos levarão para o fogo do inferno. Uma criança em processo de aprendizagem ainda não absorveu todos esses códigos culturais, um adulto sim. A verdade é que o “senhor preocupado” usa as criancinhas como justificativa para seu próprio horror. Não é mais simples dizer “eu não quero ver dois homens se beijando” do que usar crianças como desculpa? Que coisa feia, viu?

“com tanta criança passando fome…” – quanto você doou para o “Fome Zero” ano passado? Quantas crianças alimentou esse mês? Quantas mobilizações por arrecadação de alimentos organizou no seu bairro? Nada? Nenhuma? Nunca organizou? Então pare de choramingar quando assistir uma apresentadora de televisão fazendo guerrinhas de bolo! Pare de se morder quando souber de um cara que torrou 500 mil dólares com um carro tunado! Faça a sua parte e deixe de vigiar a parte alheia!

“sou contra o aborto porque defendo a vida das crianças” – se você está tão angustiado com o bem-estar de uma criança não nascida, imagino que deve fazer muito para ajudar aquelas nascidas que foram abandonadas nas ruas, nos orfanatos ou sei lá onde porque eram filhos de pessoas que não tiveram condições de cria-las ou simplesmente não queriam tê-las, mas levaram a gestação até o fim porque aborto no Brasil é crime e os ilegais colocam as vidas de milhares de mulheres em risco todos os anos, né? Pois é… então esses nascidos na miséria podem com certeza contar com vossa ilustre ajuda, porque o senhor lutou por sua vida enquanto o pequeno estava no ventre, então não há dúvidas que lutará por essa mesma vida quando a criança estiver fora do ventre, certo? Ah tá, fico mais tranquila!

Eu, como a maioria das pessoas, acredito que crianças devem ser protegidas e defendidas sim. Mas me recuso terminantemente a usar isso como justificativa para minhas próprias percepções. O que quero dizer é que não critico um programa televisivo de péssimo gosto porque as criancinhas podem ter acesso a isso, critico esses programas porque eles são de péssimo gosto, ponto final. Não uso crianças para legitimar meus discursos, isso é desonesto. Desonestidade essa comprovada pelo fato de que tanto no Brasil, como provavelmente na Turquia, existem milhares, milhões, de crianças submetidas a todo tipo de tratamento degradante mesmo com tanta gente que se diz tão preocupada com elas…

Não mudamos…

Dos versos de Gregório de Matos escritos no século XVII:

Que falta nesta cidade?… Verdade.
Que mais por sua desonra?… Honra.
Falta mais que se lhe ponha?… Vergonha.

Até as palavras indignadas de Ruy Barbosa proferidas na interpretação eletrizante de Boldrin:

Constatamos:

Nada mudamos…

 

Bananadas tropicais

Há os indignados e há os bananas

Artigo de Clóvis Rossi

Publicado em: Janela para o Mundo

O Brasil e a Índia têm nota igualmente baixa, aliás próximas uma da outra, no IPC, o Índice de Percepção de Corrupção da Transparência Internacional, respeitada ONG que mede não a corrupção propriamente dita, porque é “imedível”, mas como ela é percebida em cada país.

A nota do Brasil, no IPC mais recente, foi 3,7; a da Índia, 3,3. Ambos os países a anos-luz da Dinamarca e seus 9,3, a primeira colocada em limpeza.

Se a percepção é parecida no Brasil e na Índia, então a reação em cada país também é parecida, certo? Errado, completamente errado. Na Índia, Anna Hazare, militante anti-corrupção, está iniciando nesta sexta-feira uma greve de fome em um parque público, acompanhado por milhares de seguidores.

No Brasil, o pessoal manda cartas indignadas para os jornais, mas não tira o traseiro da cadeira para se manifestar.

A repercussão das diferentes atitudes é inexoravelmente diferente: o movimento de Hazare está em todos os meios de comunicação de respeito no mundo todo, Brasil inclusive. Já a passividade do brasileiro ganhou uma perplexa coluna de Juan Arias, notável jornalista espanhol (um respeitado “vaticanólogo”, aliás), hoje correspondente de “El País” no Brasil.

Arias se perguntava porquê não havia no Brasil nada nem remotamente parecido com o movimento dos “indignados” que não sai das ruas da sua Espanha (sólido crítico do Vaticano, aposto que Arias, se estivesse em Madri, estaria nas ruas agora, ao lado dos que protestam contra o que consideram gastos excessivos para receber o papa Bento 16, em um momento de aperto orçamentário generalizado).

O que chama a atenção, na comparação Brasil x Índia, é o fato de que os escândalos mais recentes no gigante asiático têm pontos de contato com o noticiário brasileiro.

Há, por exemplo, fundadas suspeitas de gastos abusivos para organizar os Jogos da Commonwealth, a comunidade de países que foram colônias britânicas. No Brasil, a organização da Copa do Mundo-2014 está cercada de temores, mas ninguém, até agora, fez qualquer protesto público parecido com o da Índia.

Nesta, há também suspeitas sobre negociatas no setor de telecomunicações. No Brasil, uma empresa do ramo comprou outra, o que era proibido por lei. A empresa foi punida? Não, a lei foi modificada (no governo Lula), para permitir o negócio. Você ouviu falar de alguma manifestação a respeito?

Se você preferir outra comparação, mudemos de continente e fiquemos aqui nas imediações: os estudantes chilenos, como os indignados espanhóis, não saem das ruas, exigindo educação pública e de qualidade. Preciso dizer que, em todas as avaliações internacionais comparativas, o Brasil fica sempre nos últimos lugares? Os estudantes brasileiros se mobilizam? Sim, para exigir meia entrada nos cinemas, atitude positivamente revolucionária.

Difícil escapar à constatação de que não somos indignados e, sim, bananas.

1993 – quando o Brasil foi derrotado pela segunda vez

Nosso país passou por dois grandes golpes ao longo de sua história. O primeiro foi o golpe de 1889 que derrubou a Monarquia e instituiu a república. Com esse golpe, D. Pedro II foi deposto e obrigado, junto com sua família, ao exílio na Europa. Era deposto o maior governante de todos os tempos. Um homem que sempre recusou roubar a nação com gastos exorbitantes para a manutenção do governo – enorme contraste em relação a atual conjuntura onde parlamentares aumentam os próprios salários -, um homem que estimulava a cultura e as artes no Império, um imperador criado desde tenra idade para colocar os interesses do seu povo acima de seus próprios. E ele fez justiça à sua missão, e como prêmio foi vergonhosamente expulso da terra que amou.

O segundo foi em 1993, quando os monarquistas não obtiveram êxito na campanha do Plebiscito e a restauração da Monarquia Parlamentarista foi adiada. Começou então a nova idade das trevas da república presidencialista. A mesma que, conforme Ruy Barbosa, fez do parlamento uma praça de negócios, em lugar da escola de estadistas que era o parlamento nos tempos do Império. Enquanto a campanha dos republicanos presidencialistas contava com obtusas doações, brasileiros e brasileiras comprometidos com o bem da nação foram os financiadores da campanha Monarquista.

Veja um vídeo da campanha de 1993:

 

Ainda podemos mudar esse cenário! Restaurar a Monarquia é Restaurar a dignidade de nossa nação.

 

Vídeo sobre D. Pedro II. Saiba mais sobre o maior de todos os brasileiros!

Homenagem à transparência global

As Organizações Globo publicaram seus Princípios Editoriais. Em comemoração ao ato de notável transparência e honestidade da organização mais querida do Brasil, compartilho com o respeitável público o documentário da rede BBC “Muito Além do Cidadão Kane”, no qual a rede inglesa nos oferece uma adorável análise sobre o papel da Globo neste país. Arrebatada pela modéstia, a alta cúpula global esforçou-se para censurar o documentário da BBC. Hodiernamente, contudo, graças ao advento de outra rede – a mundial de computadores – qualquer cidadã e cidadão curioso pode se deliciar com o vídeo, devidamente compartilhado no Youtube.

 Além do Cidadão Kane

Sinopse: Além do Cidadão Kane é um documentário produzido pela BBC de Londres – proibido no Brasil desde a estréia, em 1993, por decisão judicial – que trata das relações sombrias entre a Rede Globo de Televisão, na pessoa de Roberto Marinho, com o cenário político brasileiro. – Os cortes e manipulações efetuados na edição do último debate entre Luiz Inácio da Silva e Fernando Collor de Mello, que influenciaram a eleição de 1989. – Apoio a ditadura militar e censura a artistas, como Chico Buarque que por anos foi proibido de ter seu nome divulgado na emissora. – Criação de mitos culturalmente questionáveis, veiculação de notícias frívolas e alienação humana. – Depoimentos de Leonel Brizola, Chico Buarque, Washington Olivetto, entre outros jornalistas, historiadores e estudiosos da sociedade brasileira. “Todo brasileiro deveria ver Além do Cidadão Kane”

Boa sessão!

Enquanto isso…

Mais de 250 mil israelenses vão às ruas contra alto custo de vida

Motivados pelo alto custo de vida no país, mais de 250 mil manifestantes tomaram as ruas de Israel neste sábado, pedindo “justiça social”, segundo números oficiais.

A imprensa israelense cita mais de 300 mil pessoas e os organizadores falam em até 500 mil. A manifestação já é considerada uma das maiores da história de Israel, país com apenas 7,5 milhões de habitantes.

O protesto é parte de uma onda de insatisfação que já motivou a montagem um grande acampamento no centro de Tel Aviv, formado por jovens que reclamam do preço dos aluguéis. Outras cidades seguiram o exemplo e as barracas se espalharam pelo país.

Também é visto como um reflexo da chamada Primavera Árabe, o conjunto de manifestações que se espalhou pelo norte da África e o Oriente Médio.

Gritando palavras de ordem como “as pessoas vem antes dos lucros”, os manifestantes se queixam do alto custo de vida, sobretudo dos aluguéis e dos alimentos.

Trata-se do terceiro sábado consecutivo de protestos. A maior concentração ocorreu em Tel Aviv, onde houve apresentação de artistas populares em Israel, como Shlomo Artzi e a cantora Rita.

Em Jerusalém, os manifestantes se concentraram em frente à casa do primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu.

INTERNET

O movimento de insatisfação ganhou força na internet. Há algumas semanas, uma discussão iniciada no Facebook sobre a alta do preço do queijo cottage deflagrou uma onda de protestos contra a diminuição do poder aquisitivo no país.

O queijo cottage é essencial no café da manhã dos israelenses. O protesto majoritariamente online obrigou os comerciantes a abaixarem o preço do queijo, pelo menos temporariamente.

Após o queijo cottage, o preço dos aluguéis se tornou o alvo dos manifestantes. Durante o verão no hemisfério norte, nasceram as “cidades de barracas”, acampamentos de manifestantes em diversas partes do país.

Em Tel Aviv, o acampamento fica no meio do canteiro do elegante Boulevard Rothschild.

Os manifestantes citam o crônico problema da baixa oferta de residências no país. Ao contrário de outros países desenvolvidos, a maioria da terra em Israel é nacionalizada.

O governo israelense já parece ligeiramente aturdido com o repentino descontentamento público e o primeiro-ministro teve de adiar, nos últimos dias, uma viagem para a Europa.

O governo também preparou rapidamente um pacote de reformas que inclui a promessa de construção de mais residências para estudantes.

Fonte: BBC Brasil

E na Espanha

Chile

Brasil????

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