E QUEM DEVE ESCOLHER?

Aqueles que devem ter o direito ao voto

O que se chama de “direito ao voto” é uma das ditas “conquistas democráticas” mais valorizadas. É um dos argumentos básicos da defesa à democracia. É considerado o exemplo máximo das liberdades que a democracia trouxe. Mas o quê dizem os defensores desses ideais diante de um povo que em geral não sabe o significado de ir as urnas escolher um representante? O fato é que os eleitores, em sua maioria, não compreendem a idéia de representação política, prova cabal disso é que não se consideram no direito de cobrar dos representantes que seus anseios tenham de fato representatividade no plenário.

Votam no político que lhes oferecem benesses frívolas, como camisas para o time de futebol do bairro, ou praças com brinquedos vagabundos para suas crianças que conhecem bem a mecânica do balanço mas mal conseguem articular palavras de acordo com as normas básicas da língua, isso por causa da educação de péssima qualidade que recebem em escolas imundas e com professores mal pagos e desmotivados. Crianças com dentes podres, já que dentistas em hospitais públicos são como filhotes de pombo – devem existir, mas poucos já viram. Crianças sem saúde, já que o esgoto de suas ruas está a céu aberto. De que importa? Elas podem brincar na praça, pelo menos enquanto durarem os brinquedos.

Esses eleitores não entendem que se a educação é ruim, se a saúde não funciona, se o esgoto está sob os pés de seus filhos, a culpa é do mesmo político que “construiu” a praça, mas pouco se importa com as necessidades básicas de seu eleitorado. Do político que desvia todo o dinheiro que falta às escolas, aos hospitais e às obras de infra-estrutura. Esses eleitores, esses cidadãos, meus caros, não compreenderão esse aspecto mais abstrato da política, já que a única coisa importante para eles é o que está diante de seus olhos bestializados. O problema disso é que a escolha dessa maioria afeta não só a maioria, mas também a minoria ciente do valor do voto e das mudanças realmente necessárias para o bem de todo povo.

Pergunto, então, são todos dignos do poder de escolher aqueles que por no mínimo quatro anos ditarão as regras de uma cidade, de um estado, de um país? É saudável para o país que essa massa de miseráveis constitua o eleitorado mais decisivo?

Ora, quem paga pela escolha de ladrões por uma multidão de irresponsáveis somos nós! Minoria educada de onde os impostos saem com mais generosidade. Pagam também os miseráveis, que carecem de serviços básicos e mal sabem precisar os motivos de tamanha desgraça. Essa farra de “direitos” afeta a todos, só se beneficiam os eleitos, que roubam quantias gigantescas dos cofres públicos, sem esquecer das praças que garantirão as próximas eleições. E que obra não é eleitoreira nesse país, prezados leitores?

Devem votar somente aqueles que são aptos a reconhecer o real valor e as reais conseqüências do ato de escolher representantes. Aqueles cientes de que um político deve exercer o poder a favor de todos, e não apenas em prol de interesses específicos do eleitorado. Aqueles que se responsabilizarão pela fiscalização do mandato de seus representantes, que cobrarão, que participarão.

O voto não pode estar nas mãos de quem esquecerá seu escolhido no dia seguinte a votação. Não deve estar nas mãos de pessoas que pouco se importam com o destino do país, já que mal sabem que são brasileiros.

O “direito ao voto” é a maior arma contra o direito que já se criou.

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    • Lívia
    • 29 de outubro de 2009

    Então diga lá, minha cara, quem e como definirá aqueles aptos a escolherem seus representantes e de outrem?

    • wellington
    • 30 de outubro de 2009

    E ainda por cima o Sarney quer proibir a entrada da Venezuela para o Mercosul alegando que somente países que exercem a democracia podem entrar para o Mercosul (KKKKKK),e que o Hugo Cháves está dividindo a Venezuela em duas partes,os que apoiam Hugo e os que não apoiam,e também que ele é um semi-ditador que gasta todo dinheiro do seu país em material bélico.(agora vejam só,o Sarney!!Ele gosta da democracia porque é mais fácil de controlar a massa IGNORANTE da nação!) orkut:hellsing@yahoo.com

  1. O regime misto de monarquia e democracia é o melhor. Deve haver a participação popular na formação do governo, mas não se deve abrir mão do princípio de autoridade. A fundamentação deste princípio não pode ser o “demos”, mas a legitimidade dinástica, exercendo um poder não puramente representativo, mas também ativo e regulador: o Poder Moderador.

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