E QUEM DEVE ESCOLHER?

Parte Dois

No último post apontamos para a falácia do voto para todos. Defendemos a tese de que o voto enquanto uma bandeira da liberdade democrática tão-somente perpetua as mazelas da população como um todo.

Mas se nem todos deveriam votar, quem deveria?

Obviamente deveria votar quem quer. O voto deve ser facultativo, não um “direito obrigatório”. Aqueles que desejam usufruir do direito de escolha do representante, em sua maioria, seriam pessoas com o mínimo de consciência política;

quem sabe o significado da escolha de um representante. E como controlar isso? Bom, antes de tirarmos a habilitação para dirigirmos veículos passamos por um curso de formação em auto-escolas, depois somos avaliados por testes psicotécnicos, testes médicos, por uma prova teórica e, em seguida, por uma prova prática. Os aspirantes a eleitores deveriam passar por algo semelhante, uma espécie de curso de formação política que englobasse princípios de direito público, organização político-administrativa do Brasil, história e ética. Depois seriam avaliados por meio de uma prova teórica e uma entrevista. Só depois disso estariam aptos a requisitar o título de eleitor. O sistema é sujeito a falhas? Claro, e qual não é? Mas permitiria o mínimo de controle e evitaria o fenômeno do voto censitário baseado em posses materiais que marcou parte de nossa história eleitoral;

pessoas sem relações diretas com candidatos. Uma possível falha no sistema seria o pagamento por parte de aspirantes à cargos públicos para que seus amigos, parentes e sei lá mais quem passe pelo processo de formação de eleitores. Destarte, um dos requisitos para ingressar no processo seletivo deve ser a comprovação de inexistência de relações pessoais com candidatos a cargos públicos.

São esses os princípios básicos para a formação do quadro de eleitores próximo ao ideal. Para que o sistema funcione é preciso um órgão fiscalizador, que evitaria fraudes nas duas etapas do processo seletivo. Esse órgão não deve ser formado por funcionários públicos, mas por um corpo de voluntários rotativo que servirão por um determinado período de tempo. Esses voluntários serão escolhidos entre os eleitores já formados, deverão ser cidadãos idôneos e comprovadamente preocupados com os interesses do país acima de quaisquer desejos individuais. Cidadãos modelos, honestos, trabalhadores e incorruptíveis.

Estamos abertos a mais sugestões! Caso você tenha outras idéias, envie um e-mail para contrademocracia@bol.com.br

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