A AMEAÇA QUE VEM DA VENEZUELA

Recentemente Hugo Chávez disse aos venezuelanos que eles devem estar preparados para a guerra contra a Colômbia. Sim, guerra. Hugo Chávez já não esconde seus objetivos, e eles envolvem ameaçar a paz da América Latina.

A última ameaça de Chávez usou como justificativa o acordo bilateral entre a Colômbia e os Estados Unidos que permitiu a utilização de bases militares colombianas pelo exército estadunidense. O acordo está em harmonia com as relações de cooperação firmadas pelos dois países que visam combater o tráfico de drogas e derrotar definitivamente as FARCs. A Colômbia, nação soberana e livre, tem todo o direito de firmar acordos com o país que achar melhor. Já Chávez não tem qualquer direito de intervir na política externa do país vizinho, mas insiste em tentar obrigar a Colômbia a agir conforme ele acha bom, e para tanto usa de ameaças reais.

Álvaro Uribe, presidente colombiano, é hoje um dos principais e mais corajosos opositores da política expansionista de Chávez, e se opõe sem recorrer a ameaças de guerra. Uribe ignorou o chilique de Chávez e permanece firme em sua política de enfrentamento. O acordo com os EUA objetiva tão-somente obter a ajuda do poderoso aparato tecnológico e militar do Norte para combater os terroristas das FARCs e pacificar o país para seus cidadãos. Mas Chávez, neurótico, insiste em dizer que com as bases na Colômbia os EUA desejam aumentar seu poder na América Latina e sufocar o que Chávez chama de “revolução bolivariana”.

Alguém deve lembrar a Chávez que a Guerra Fria já acabou, que estamos em 2009 e não em 1960 e que o cenário hoje é completamente diferente. Até por questões bem práticas, não há motivos para os EUA investirem na subjugação dos países latino-americanos.  O belicismo enfrenta forte oposição dentro do território estadunidense e é muito, muito caro. Desde a administração Bush o governo dos EUA se esforça por estreitar os laços comerciais entre o Norte e o Sul do continente americano. Eles sabem que estão perdendo terreno com o alvorecer do BRIC e a enorme atenção que os quatro países andam dando para as economias emergentes. É óbvio, atacar a América Latina, território onde está o Brasil, seria um tiro no pé.

Não, os EUA não nos ameaçam. O inimigo está aqui. É Hugo Chávez e seus fiéis seguidores como Fernando Lugo, do Paraguai, Rafael Correa, do Equador, Zelaya, ex-Honduras, e em certa medida, Lula, Brasil.

Arrumei um panfleto de propaganda chavista vindo direto da Venezuela, material que circula com fartura nos meios sindicais e esquerdistas do Brasil. O panfleto é de 1º de agosto de 2009 e tem por título “Ideas y milicias: qué creación!”. No primeiro parágrafo, lemos:

“Venezuela no es una amenaza para nadie, ni pretende agredir a nadie, pero tiene todo el derecho a defenderse, incrementado  su capacidad defensiva y su poderío militar.”

O tom belicista é indisfarçado. Só tolos para acreditar que Chávez só deseja defender a Venezuela, a última ameaça de guerra contra a Colômbia é um sinal. Isolar Chávez é urgente, ou o preço será muito alto para nós, latino-americanos.

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