Conservador é o contrário de libertário?

Como qualquer ser humano, embora alguns neguem ingenuamente esse ímpeto, eu preciso de referenciais, ou rótulo, digamos assim. Sempre me considerei um misto de conservadora com traços de libertária, por mais contraditório que isso possa soar. É que no Brasil, e arrisco dizer que no mundo, ainda estamos condicionados a ver posturas políticas através do prisma simplificador que separa tudo entre esquerda e direita. Se realmente o cenário e as posturas políticas em algum momento puderam ser bem explicados por essas posições antagônicas, me parece que o cenário atual não é bem mais esse.

Foi quando numa andança pelos mares cibernéticos encontrei esse feliz artigo do Gerard Casey no ótimo site do Instituto Ludwig von Mises Brasil. Não só o artigo merece uma cuidadosa e atenta leitura, mas todo o material disponível na página do Instituto.

Bom, disponibilizo aqui os primeiros parágrafos do artigo de Casey, caso gostem o link com o texto na íntegra está disponível no final dessa postagem. Boa leitura!

Conservadores podem ser libertários?

Uma avassaladora discriminação em prol de costumes antigos e atuais sempre foi, e provavelmente continuará sendo por muito tempo, uma das mais proeminentes características da humanidade.  Não importa o quão totalmente inconsistentes com o atual estado da sociedade, não importa o quão completamente insensatas, tanto em princípio quanto na prática, não importa o quão eminentemente absurdas, sob cada aspecto, tais instituições ou costumes sejam, ainda assim, caso elas possuam o semblante da moda ou da antiguidade, caso elas tenham sido abraças e transmitidas por nossos antepassados, seus gritantes defeitos, inconsistências e puerilidades são tão completamente escondidos pela radiante auréola sobre elas colocada por uma veneração cega, que é praticamente impossível abrir os deslumbrados e ofuscados olhos do mundo e fazer com que haja uma visão imparcial a respeito delas. (Herbert Spencer,The Proper Sphere of Government)

Como atesta essa citação, muitas pessoas, talvez a maioria, possuem uma profundamente enraizada predisposição a manter as coisas como elas estão.  Para cada pessoa ávida por mudanças, existem 99 que instintivamente as rejeitam.  Essa inata resistência a mudanças encontra sua expressão na filosofia política chamada conservadorismo.

Contrariamente aos conservadores, a postura dos libertários em relação a mudanças não é derivável de seu nome.  Embora a expressão libertários denote o alto apreço pela liberdade que esse grupo possui, ser pró-liberdade não necessariamente significa adotar uma atitude especificamente contrária ao status quo — a menos, é claro, que o status quo esteja limitando ou impedindo a liberdade humana.  Seriam essas filosofias políticas intrinsecamente opostas uma à outra, ou seria possível ser conservador e libertário ao mesmo tempo?

 

Clique aqui para ler o texto na íntegra.

Anúncios
  1. No trackbacks yet.

Seus comentários são muito importantes! Deixe sua opinião!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: