O emocionante relato de um aviador brasileiro feito prisioneiro pelos alemães na II Guerra Mundial

Assisti ao documentário “Senta a Pua” que trata da atuação da Força Aérea Brasileira durante a II Guerra Mundial. Fiquei realmente emocionada com as histórias de nossos bravos combatentes que enfrentaram duras batalhas, a perda de companheiros, dificuldades de comunicação e o temível frio europeu com firmeza e o velho bom humor brasileiro. Por onde a FEB passou deixou uma história de encher de orgulho sua nação. Dizem que os soldados brasileiros eram os únicos que compartilhavam a parca ração que recebiam com os civis antes mesmo deles se alimentarem, enquanto os combatentes de outras nações primeiro se alimentavam e depois distribuíam comida para a população. Os combatentes brasileiros foram cruciais para a retomada da Itália e é lamentável o pouco que sabemos de suas histórias. Lembro que quando estudei a II Guerra Mundial na escola não ouvi sobre a atuação de nossos combatentes, o mesmo ocorreu na universidade. Meu interesse foi despertado pelo documentário “Senta a Pua” e cada vez que aprendo mais sobre os combatentes brasileiros da II Grande Guerra mais me orgulho. (Confira o trailer do documentário aqui!)

Talvez um dos meus infiéis leitores não consiga compreender a importância da atuação brasileira na Europa convulsionada, eu entendo. Mas faça o seguinte exercício: imagine se o Eixo tivesse vencido a guerra e a Alemanha Nazista concretizasse o plano de chegar às Américas? Imagine nosso país ocupado por tropas nazistas… duvida que isso fosse possível? Pois saiba que Hitler enviou missões alemãs para o Brasil e mostrava interesse em nosso território. Entre o Amapá e o Pará, numa pequena ilha do Rio Jari, existe um túmulo marcado por uma suástica nazista, é a sepultura de Joseph Greiner, alemão que fez parte da expedição alemã para o Brasil iniciada em 1935. (fonte: Francisco Miranda)

Os combatentes brasileiros não lutaram apenas para libertar a Europa, eles ajudaram a impedir o provável plano de Hitler de ocupar o Brasil!

Dentre as histórias dos nossos heróis que podem ser encontradas pela internet, no documentário “Senta a Pua” e no recém-lançado livro “Cartas de um Piloto de Caça” que traz as cartas escritas por Fernando Corrêa Rocha, um jovem que abandonou a Faculdade do Largo São Francisco para lutar na Europa, se destaca também o eletrizante relato do MAJ. BRIG. Josino Maia de Assis, que teve o avião atingido pelos alemães durante uma missão, escapou graças ao paraquedas, mas acabou prisioneiro do exército alemão.

Não vou contar muito sobre a história do MAJ. BRIG. Assis, vale a pena ler o relato que ele escreveu do próprio punho e que foi cedido pelo seu filho para o website “Sentando a Pua”, dedicado à preservação da memória das glórias de nossos combatentes. Mas chama a atenção o desprezo que o corajoso piloto enfrentou quando, depois de libertado por tropas americanas, procurou a embaixada brasileira na França para reencontrar sua tropa. Não fosse a ajuda dos americanos nosso combatente, junto ao companheiro que foi libertado com ele, ficaria a mingua vagando pela Europa. O relato do MAJ. BRIG. Assis soa como um prenúncio para o tratamento que os pracinhas receberiam do país pelo qual arriscaram as vidas.

Leia a história do MAJ. BRIG. Assis aqui!

MAJ. BRIG. Josino Maia de Assis

MAJ. BRIG. Josino Maia de Assis

Para saber mais:

ROCHA, Fernando Corrêa. Cartas de um Piloto de Caças. Rio de Janeiro: Ouro Sobre Azul, 2012. (organizado por Heliosa Rocha Pires). Compre aqui!

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