A impressionante Operação Prato – extraterrestres no Brasil?

Últimos anos da década de 1970. No município de Colares, no estado do Pará, estranhos fenômenos luminosos começaram a aterrorizar a população, em algumas ocorrências as testemunhas acabaram com ferimentos estranhos e um pescador foi vítima fatal do que a população local começou a chamar de chupa-chupa. A única médica da região, a doutora Wellaide Cecim, recebia a cada dia cada vez mais vítimas do estranho fenômeno que relatavam o impressionante evento com uma similaridade desconcertante, mesmo sendo essas pessoas, as vezes, moradoras de regiões que distanciavam 100 km umas das outras.

O pânico começou a se alastrar entre os ribeirinhos que temiam o castigo divino ou o julgo do anjo decaído que viera para flagelar a humanidade. As pessoas se aglomeravam em poucas casas para realizar vigílias religiosas e ascendiam fogueiras para tentar afastar a luz estranha.

A FAB tomou conhecimento da situação e designou o então capitão Uyrangê Hollanda para investigar os acontecimentos aterradores. Começava a maior operação realizada em solo brasileiro sobre UFOs. O Capitão Hollanda foi escolhido por ser um homem destemido e ponderado, tinha, afinal, o perfil ideal para comandar a operação que entrou para história com o nome de Operação Prato. Hollanda não acreditava que aqueles eventos tinham relações com vida extraterrestre. Depois de quatro meses de investigação mudou de opinião.

Durante os quatro meses em que esteve na região o capitão Hollanda testemunhou eventos que desafiam nossa compreensão. Luzes intensas que surgiam do nada e desapareciam tão misteriosamente quanto começaram. Objetos voadores gigantescos que realizavam manobras impossíveis para a arte da aviação daqueles anos. Tudo devidamente fotografado, filmado e mapeado pelo eficiente capitão. Depois dos poucos meses de investigação a FAB, sem grandes explicações, ordenou que o capitão encerrasse suas atividades, mas ele continuou uma investigação pessoal com empenho para entender exatamente o que estava acontecendo. A partir de 1992 o agora Coronel Hollanda começou a revelar tudo o que tinha visto, em 1997 deu uma entrevista registrada por vídeo, dois meses depois da entrevista foi encontrado morto. Supostamente cometeu suicídio, tese que muitas pessoas não aceitam.

O que aconteceu no Pará realmente eram fenômenos ufológicos?

A pergunta é difícil. Sabemos que muitos fenômenos astronômicos são erroneamente interpretados como manifestações de vida inteligente oriunda de outros planetas. Testes militarem com aeronaves ultrassecretas também são vistos como visitas de extraterrestres. Mas mais decisivo: até hoje não veio à público provas contundentes para afirmarmos a existência de vida inteligente em outro planeta.

Evidentemente que o testemunho de um militar do quilate do Coronel Hollanda reforça a hipótese da visita de seres extraterrestres ao nosso pequeno ponto azul. E o Coronel Hollanda não foi o único a falar sobre isso. Ocasionalmente surgem relatos de pilotos e astronautas que descrevem fenômenos desconhecidos no espaço aéreo. Não estamos falando de pessoas leigas que avistam luzes no céu durante um churrasco noturno no quintal de casa, mas de aviadores profissionais, altamente treinados e que passam horas e horas voando. É difícil imaginar que esses profissionais mentiriam e colocariam suas reputações e carreiras em risco, não obstante, alguns relatos foram registrados no calor do momento, durante um voo ou fora de nossa atmosfera.

Podemos concluir então que seres extraterrestes inteligentes existem e nos visitam periodicamente?

Ora, não podemos descartar essa hipótese, mas também não parece sensato aceita-la imediatamente. Ainda não conhecemos todos os mistérios do universo e muitos eventos astronômicos ainda não foram catalogados e/ou compreendidos. É possível que esses pilotos e oficiais tenham testemunhado justamente alguns desses fenômenos desconhecidos pela ciência. Não podemos descartar também a possibilidade de testes militares secretos realizados por outras nações, ou pelas próprias nações das testemunhas.

Mas há algo ainda mais fascinante nessa história.

Ora, mesmo com conhecimentos rudimentares de biologia evolutiva (como dessa que vos escreve), se pensamos nos complexos fatores combinados que redundaram na inteligência humana desconfiamos da probabilidade desses mesmos e exatos fatores combinados ocorrerem em outro lugar do universo. O próprio surgimento de formas de vida mais complexas no nosso Planeta pode ter sido um evento singular e único, imaginem então o surgimento de vida inteligente que tem o ímpeto de construir espaçonaves e cruzar o espaço para visitar um planeta pequenininho diante da enormidade do universo!

O grande biólogo Ernst Mayr em seu fenomenal livro “Biologia: Ciência Única” ainda nos alertou sobre um outro elemento geralmente esquecido. A inteligência não é necessariamente o resultado do processo evolutivo, isso quer dizer que o surgimento de vida em algum outro lugar do espaço não necessariamente desembocará no surgimento de vida inteligente. É que nós, humanos e antropocêntricos, temos nós mesmos como medida das coisas e nos elevemos para uma hierarquia superior dentre as outras formas de vida. É como se todos os mecanismos da evolução fossem guiados por algo que redundaria no nascimento da inteligência. Mas não é assim que as coisas funcionam. Nossa inteligência, nossa espécie, é realmente fascinante – e como historiadora sou bem suspeita para falar isso – mas na grandiosidade e complexidade da natureza e das vidas que nela nascem não somos tão notáveis assim. Quando vi uma espécie de mariposa pela primeira vez por uma lupa eu fiquei realmente chocada com a arquitetura daquele bichinho, os detalhes das asas, dos olhos, das cerdas. Quando ouvi um pouco sobre a ecologia desses animais, fiquei mais impressionada ainda. Saber um pouquinho da beleza das coisas que achamos ordinárias nos faz repensar sobre a condição humana.

Aprendemos a voar, pisamos na Lua, criamos máquinas que podem nos levar para lugares que nossos corpos não permitiriam, criamos curas para doenças, aumentamos nossa expectativa de vida para níveis únicos na nossa história, mas um vírus ou uma bactéria poderia dizimar nossa espécie em um punhado de anos. Um corpo celestial poderia atingir nosso planeta e nos apagar do universo… o Sol continuaria a brilhar, estrelas em distâncias que não podemos imaginar ainda nasceriam e morreriam. O universo existiu muito antes de nós e tudo leva a crer que continuará depois de nós. Nessas escalas astronômicas somos irrelevantes. É difícil escrever isso. Nossa inteligência, que com toda a razão amamos, diz mais sobre nossa pequenez do que dita o rumo da natureza.

Quando pensamos na possibilidade de vida inteligente em outros planetas, será que não falamos mais sobre nós mesmos do que sobre essa vida inteligente? Por que uma hipotética vida inteligente teria o mesmo ímpeto que nós temos de explorar o universo? E por que essa forma de vida inteligente se interessaria justamente por nós?

Há muitos mistérios lá fora e talvez realmente não estejamos sozinhos. Mas há um mistério bem mais próximo e tangível aqui, na nossa querida Terrinha: nós.

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