Archive for the ‘ Contra ’ Category

A miséria do socialista

Todo socialista é um miserável por excelência. Sua miséria não está relacionada com falta de recursos materiais, evidentemente, mas com a falta de recursos intelectuais. Um socialista é um miserável intelectual. Ele é incapaz de perceber os fatos mais óbvios da existência humana e o principal deles é a nossa condição mais elementar: somos animais grotescos, instintivos e egoístas e, pela nossa natureza social, ansiamos por nos distinguir dos nossos companheiros de espécie.

Paradoxalmente nossa natureza conflitante é causa das transformações que melhoram a qualidade de nossas vidas. Sem a possibilidade de nos diferenciarmos, sem o bônus da distinção, não caminhamos. Ficamos estagnados e dissolvidos no meio de uma multidão de iguais. Sem ambição, sem sonhos, sem delírios de grandeza, perdemos o brilho, a capacidade de inovar, a paixão.

Todas as experiências que tentaram eliminar a possibilidade da distinção foram fracassadas. A União Soviética não precisou ser militarmente derrotada pelos Estados Unidos, ela apodreceu por dentro, foi corroída pela própria estrutura construída para matar o individualismo e, por conseguinte, os indivíduos.

Tentar criar uma sociedade de iguais não é uma utopia, é um crime contra a humanidade!

Os cubanos mortos na aventura da travessia de águas traiçoeiras em busca da terra das oportunidades provam isso. Os chineses enriquecem enquanto são calados com diligência pelo partidão, mesmo assim burlam o sistema das formas mais criativas possíveis. Ganhar só faz sentido quando podemos mostrar os frutos da vitória para o mundo, quando podemos nos destacar.

Precisamos sonhar com a possibilidade de sermos diferentes.

Socialistas não sabem disso. Vivem no insano plano teórico de uma sociedade idealizada que cobra o preço de nossa eliminação. São a exceção, mas querem se impor como a regra e acusam aqueles que não corroboram com seus planos malvados de ignorantes. Se ilustrada, as multidões abandonariam suas bandeiras nacionais, seus sonhos pessoais, a favor de uma bandeira internacional, de uma sociedade de iguais. A verdade que eles não reconhecem é que suas revoluções foram operadas por poucos que só domaram a multidão a custo das maiores atrocidades! Atrocidades justificadas em nome do bem da maioria que eles controlam com as maiores ameaças. As “revoluções” ainda de pé caminham sobre o terror do povo que juram proteger. Os miseráveis são também arrogantes, afinal.

É democracia?

Cabral e Cavendish em ritmo de festa

Cabral e Cavendish em ritmo de festa

E a patifaria se desnudou no Congresso. Já sabíamos que a CPI do Cachoeira terminaria em pizza, mas os parlamentares andam especialmente desavergonhados nos últimos tempos. O deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP) foi flagrado trocando mensagens pelo celular com o governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral onde aparentemente garante a blindagem do governador, pouco antes o mesmo Vaccarezza tentou impedir que a CPI investigasse as obras superfaturadas da empreiteira Delta que tem por presidente um amigo íntimo do Cabral, recentemente fotos e vídeos de Cabral se acabando na champanha em Paris junto com o dono da Delta nos deram exemplos de uma amizade verdadeira cimentada com milhões de dólares. Comovente.

A classe média mais ligada em assuntos políticos e econômicos prende o fôlego revoltada e matuta sobre o que pode ser feito para contornar a situação. Essas pessoas acompanham os noticiários, a atuação dos parlamentares, a administração de suas cidades, estados e do país. São cidadãos honestos, pagam impostos, respeitam as leis. A cada dois anos pensam cuidadosamente sobre os políticos que receberão seus votos, pesquisam sobre a vida do fulano, verificam se o candidato está envolvido em escândalos, acompanha a alianças políticas nas quais está envolvido, estudam o plano de atuação política e as propostas do cara. E quando os votos são finalmente computados no dia da “festa da democracia” levam um tapa na cara quando constatam que corruptos notórios foram eleitos ou reeleitos.

É que esses seres pensantes são minoria na comunidade dos idiotas chamada Brasil, e a democracia é extremamente competente em oprimir as minorias e impô-las as sandices dos imbecis.  

É que nessa terra de ninguém vence o candidato que mais tem recursos financeiros para torrar nas campanhas, independente das fontes desses recursos, independente se foram obtidos legalmente. Quanto o senhor Cavendish deve ter investido na campanha de Cabral para vencer licitações e superfaturar obras rocambolescas e mal executadas? Quanto o Eike Batista fatura em empréstimos do BNDES – o último foi de mais de 200 milhões de reais – quanto doa para campanhas de aspirantes à presidente da república? Eleitos graças à esses investimentos para campanhas, os candidatos se transformam em agentes dos interesses desses caras e usam a estrutura Estatal para agradar os patrões. Cavendish vence licitações, Eike Batista se torna uns dos mais ricos do mundo às custas de dinheiro público obtidos por empréstimos que até hoje não deram o retorno que deveriam para o Brasil.

 E a maioria vota nos que aparecem mais, ou nos que fazem rir mais. Tiririca, esportistas falidos e artistas do quinto escalão infestam o Congresso Nacional ao lado dos lacaios dos magnatas.

O que é isso?

É a democracia!

Quando eleitos pela maioria de bestas, os calhordas ganham legitimidade para assaltar nossa Nação. Já deu para perceber o que está podre no nosso reino? 

A arte do desrespeito

ou morto?

Dizem que brasileiros reclamam muito, é verdade, mas muitas vezes temos razão. Praticamente todo cidadão é um consumidor, e assim, todo cidadão brasileiro é um sofredor. Certa vez fui ludibriada pela operadora de telefonia móvel Vivo. Entrei em contato com o Procon que julgou minha reclamação procedente. A atendente do Procon, muito gentil, me orientou como levar adiante minha justa causa. Entrei em contato com a Anatel para fazer a reclamação, mais uma vez fui informada que minha reclamação tinha todo o cabimento. O próximo passo foi voltar ao contato com a Vivo, e dessa vez com a certeza de que seria atendida já que tinha o aval do Procon e da Anatel e segui rigorosamente o trâmite. A atendente da Vivo me enrolou por uns bons minutos e numa daquelas “aguarde, por favor” esqueceu de colocar o telefone dela no mudo, de modo que ouvi a conversa que se desenrolou onde ela falava com o gerente/monitor ou sabe-se lá quem, que eu havia ligado várias vezes e fui devidamente enganada pela Vivo, mas que daquela vez eu tinha o aval do Procon e da Anatel, como parecia constar no sistema. E fiquei ouvindo a conversa me sentindo uma perfeita idiota. Mantive o silêncio para conseguir captar tudo o que aquela mulher falava para o cara. Senti meu corpo tremer de ódio com o tom irônico da voz dela. Assim que ela notou que não havia colocado no mudo desligou imediatamente o telefone na minha cara! Passado um tempo, misteriosamente, o aval da Anatel desapareceu.

Isso é surpreendente? Não, estimados leitores.

Numa matéria do UOL de abril de 2011 vemos a denúncia dos benefícios dados por diretores da Anatel para empresas que disputavam licitações públicas. Claro que “favores” de agentes públicos sempre envolvem propinas. Amigos, se há alguém entre vocês que acredita que a Anatel – uma agência reguladora PÚBLICA – está a favor de nós, desculpe informar, mas não é verdade. Por que vocês acham que contratamos um serviço de internet banda larga de 10 Megas e recebemos um de 3 Megas, por falta de disponibilidade de sinal, segundo as operadoras, e mesmo assim a Anatel fica recolhida a sua insignificância? No dia 4 de agosto de 2011 a Anatel aprovou uma proposta de regulamentação da prestação de serviços de banda larga no Brasil realmente fascinante. Quer saber? Pois o Conselho Diretor da Anatel decidiu que as operadoras deveriam garantir 20% da velocidade vendida. Pois é, você compra um serviço e a agência que o regula define que o fornecedor só precisa entregar 20% do que vendeu. Imagine você comprar 1 quilo de carne no mercado e receber duzentos gramas? Pois foi essa a decisão da Anatel para nos beneficiar! Nossa, nem sei como agradecer! Mas calma, depois de um ano da proposta maravilhosa, as operadoras deveriam garantir 30% da velocidade vendida, um tempo depois 40%. Não é fantástico?

Cabe lembrar que a Anatel é a Agência Nacional de Telecomunicações (ah, essas siglas!). Isso significa que ela não regula apenas nossos celulares e internet, mais também os serviços de televisão e rádio. O órgão máximo da Anatel é o conselho diretor formado por cinco conselheiros que devem ter reputação ilibada e conhecimentos significativos sobre a função. É assim? Pois saiba que os conselheiros são escolhidos por indicações políticas e os partidos brasileiros disputam a tapas o “direito” de indicar seus nomes. Trata-se de interesse político, amigos, não de escolha baseada em méritos. Até o final de 2012, por exemplo, uma das conselheiras é Emilia Ribeiro, colocada lá pelas mãos de ninguém mais ninguém menos do que Renan Calheiros e José Sarney. Quem achava que o sarneizão só coronelizava o Maranhão está enganado. Com a iminência do processo de nova escolha de conselheiros começa a corrida ou pela reeleição de Emilia Ribeiro ou pela escolha de Daniel Slavieiro. Quem é o fulano? Só o ex-presidente da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão e atual diretor-geral do SBT. Ou seja, um cara que trabalha para aqueles que, se escolhido, deverá fiscalizar e regular. (Fonte)

Por acaso eu já mencionei que a família Sarney é dona da Rede Mirante, uma emissora maranhense afiliada da Rede Globo?

Nessa trama macabra evidentemente que a babaca aqui seria descartada e humilhada pela Vivo e abandonada pela Anatel. Sou só uma brasileira, só mais uma otária numa multidão formada por milhões.

Dizem que brasileiros reclamam muito, é verdade. Dizem que brasileiros reclamam e nada fazem. É verdade também. Eu, todavia, já cansei de ser só uma reclamona.

Porta Giratória – muito mais do que um inconveniente

Alguns bancos, com certeza o Itaú e provavelmente o Bradesco, estão retirando as portas giratórias de suas agências.

Agência do Itaú já sem a porta giratória (Fonte: Folha Online)

Por que isso? Porque elas não são eficientes contra os assaltantes e só servem para perturbar os clientes? Não, desde a instalação das portas houve uma significativa diminuição nas ocorrências de assaltos aos bancos. Os assaltos não acabaram, é verdade, mas se tornaram menos comuns. As portas inibem a ação dos bandidos e tornam os bancos mais seguros para clientes e, principalmente, funcionários e seguranças que todos os dias trabalham nas agências.

Os bancos estão retirando as portas para economizar com processos! Aparentemente eles perdem mais dinheiros com clientes irresponsáveis e egoístas que processam os bancos por constrangimento e danos morais quando ficam travados nas portas do que com os assaltos! Isso é mais um argumento a favor da preservação dessa medida de segurança! Se gasta mais com oportunistas desmiolados e seus processos do que se perde em assaltos!  

Não podemos permitir que a avareza e cobiça dos bancos e a canalhice de alguns nos privem de um mecanismo eficaz de segurança! É chato ficar travada na porta, mas o que está em jogo é um bem maior. Será que não podemos fazer esse pequeno sacrifício em prol da segurança da maioria?

Há pouco proibiram em São Paulo o uso de celulares dentro das agências para inibir a ação de bandidos e nada fazem para impedir que os bancos retirem as portas giratórias? É difícil explicar essas maluquices…

Mas vamos mostrar nossa insatisfação. Denuncie esse absurdo para seus amigos e familiares, compartilhe em suas redes sociais e faça barulho no Twitter! #QueremosPortaGiratoria

Não se esqueça de citar os bancos! Itaú e possivelmente o Bradesco! 

A notícia

Avante – Atos contra a corrupção

Parece que aos poucos os brasileiros acordam… ao menos aqueles que deveriam acordar. No dia 7 de setembro ocorreram manifestações contra a corrupção em importantes cidades brasileiras como São Paulo e Brasília e felizmente outras ainda acontecerão.

Dia 20 de setembro de 2011 está marcada uma para o Rio de Janeiro, 17h na Cinelândia. Vá! Vamos parar de reclamar com nossos traseiros colados à cadeira, isso não basta!

Mas o buraco é mais embaixo. A corrupção no Brasil não é monopólio dos três poderes. Como bem trouxe o jornal “A Gazeta”:

Um dos organizadores da manifestação é o estudante de Direito Caio Neri, 21 anos. Ele diz que o movimento não é apenas contra os deslizes dos políticos e chama atenção para atitudes do cotidiano.

“Um exemplo clássico são pessoas que recebem dinheiro a mais no troco e não devolvem. Se a pessoa se corrompe por algo pequeno, como furar fila ou receber vantagem indevida, imagine se ela pudesse conseguir uma vantagem maior com isso?”

Tocaram na ferida!

A corrupção na política nacional é conseqüência, não causa, da corrupção entranhada no cotidiano dos brasileiros. Desde o famoso “gato” – que nada mais é do que ROUBO de energia, sinal de internet/televisão/telefone e água – até propinas pagas a funcionários públicos dos baixos e altos escalões, a corrupção faz parte de nosso cotidiano, das relações sociais brasileiras. Alegra-me ver que cada vez mais gente se dá conta disso e começa a combater a corrupção invisível, aquela do dia-a-dia e que chega a seu extremo nas sombras da Praça dos Três Poderes.

Acho que uma mudança começa.

Vamos Brasileiras e Brasileiros de bem!!!

Em São Paulo será no dia 20 de setembro também! No Largo de São Francisco a partir das 18h.

Vejo vocês lá.

Página do Movimento do Rio de Janeiro

Página do Facebook do Movimento de São Paulo

Contestação à “Carta ao leitor”, da Veja

Peguei emprestado esse texto do ótimo blog Sala da Lareira. Esse é o tipo de escrito que merece ser lido e divulgado, principalmente depois da orgia eleitoral de domingo e da “nova” composição de nossas casas legislativas, que por sinal, ainda é incerta diante da incapacidade do STF e do TSE.

Não se preocupem, prezadas e prezados, o Brasil não está no fim! Na verdade, o Brasil nunca começou.

Ao Texto:

Senhor Eurípedes Alcântara
Diretor de Redação – Revista Veja
Caro Sr. Diretor,

A frase “Esse preço será a desmoralização da democracia” que encerra a Carta ao Leitor (Veja nº 2.183 de 22.09) é no mínimo ingênua e no máximo idiota. O escriba deveria ter acrescentado à mesma a palavra “brasileira” para não deixar transparecer ao leitor que é ingênuo ou idiota. Eu vou me valer do próprio texto da carta para explicar, primeiro, que a podridão que assola o Brasil pode explodir e até destruir o país como nação mas não vai desmoralizar coisa nenhuma a democracia como sistema de governo, segundo, que o Brasil não tem uma democracia de verdade e talvez nunca tenha tido. Em épocas passadas houve simulacros de democracia. Na atual, nem isto, porque o que vigora mesmo no Brasil sob o governo lulo-petista é uma LATROCRACIA. Vejamos, me valendo do próprio texto da Carta ao Leitor:
a) Numa democracia de verdade nenhum ministro ousa transformar o ministério sob sua chefia num balcão de negócios a cobrar propinas de empresários, ainda mais se este ministério é o mais importante do governo e funciona um andar acima do ocupado pelo presidente ou primeiro ministro;
b) Numa democracia de verdade ninguém ousa quebrar o sigilo fiscal ou bancário de quem que seja sem ser punido e condenado a um longo período na prisão, além da execração pública a que certamente será submetido;
c) Numa democracia de verdade ninguém ousa produzir um dossiê fajuto para prejudicar adversários políticos em campanha e, quatro anos depois, ainda está impune, livre, leve e solto;
d) Numa democracia de verdade não é necessário um órgão da imprensa telefonar para um procurador de justiça para que ele se mexa e dê andamento a um processo que está engavetado. Aliás, numa democracia de verdade não se engavetam processos;
e) Numa democracia de verdade a liberdade de imprensa e de opinião dos cidadãos não são constantemente ameaçadas pelo fato do governo não gostar de ver suas falcatruas sendo divulgadas ou comentadas;
f) Agora, saindo do texto da Carta ao Leitor, prossigo: numa democracia de verdade o presidente ou o primeiro ministro não se torna militante da candidata que ele impôs e passa a fazer a campanha por ela, em flagrante desrespeito à lei, porque nas democracias de verdade isto é falta de ética e nelas a ética é levada a sério;
g) Numa democracia de verdade políticos corruptos são punidos exemplarmente pela justiça, a menos que se suicidem antes. No Brasil atual, a lei trata de protegê-los;
h) Numa democracia de verdade um presidente ou primeiro ministro não se alia àqueles que no passado chamou de ladrões e outros adjetivos depreciativos. Isto é coisa da Latrocracia brasileira;
i) Numa democracia de verdade não se gastam bilhões do dinheiro público para fazer propaganda mentirosa de obras que nem sequer começaram, enquanto os hospitais e as universidades públicas estão caindo aos pedaços, a segurança pública permite a matança de mais de 50 mil pessoas todos os anos, a infra-estrutura do país está em estado lastimável, as forças armadas estão sucateadas, os marginais estão soltos e os cidadãos trancados em casa com medo de sair à ruas;
j) Numa democracia de verdade o poder de eleger não está nas mãos de estúpidos analfabetos ou analfabetos funcionais porque nessas democracias o analfabetismo já foi erradicado e o povo tem um nível cultural que lhe permite escolher bem seus dirigentes e legisladores;
k) Numa democracia de verdade se um energúmeno como Luis Inácio Lula da Silva, usando sua capacidade de enganar, mentir e tergiversar, chegar ao cargo de presidente, jamais se reelegerá. E se praticar os crimes que esse energúmeno praticou no exercício do cargo, fatalmente será defenestrado antes do término do mandato e provavelmente irá para a cadeia. Se for numa democracia parlamentarista, faz-se uma nova eleição e manda o malandro de volta para o antro de onde saiu, podendo também ir passar uma temporada na cadeia.
l) Numa verdadeira democracia não se compra votos com bolsas esmolas e os programas sociais visam ajudar os carentes a saírem de suas carências;
m) Numa verdadeira democracia não se utilizam essas maquininhas de votar facilmente programáveis para fraudar o resultado das eleições. Conhece algum país que as use fora o Brasil?
Eu poderia esgotar o alfabeto com outros exemplos, mas paro na letra m para não me cansar e ao senhor, até porque tenho mais algumas colocações a fazer. Vejamos:
O senhor acha que se o Brasil explodir por causa da podridão em que está mergulhado isto vai desmoralizar as democracias de países como os Estados Unidos, o Canadá, a Inglaterra, a França, a Alemanha, o Japão, a Austrália, apenas para citar alguns? Qual nada, senhor Eurípedes. A desmoralização atingirá apenas o Brasil e seu povo, que aliás, em face do que vem ocorrendo desde que o energúmeno Lula da Silva tomou posse e em função de sua política externa, já está completamente desmoralizado perante o concerto das nações sérias. A deferência que os países do mundo ainda dedicam ao Brasil está mais por conta da educação diplomática desses países e dos interesses comerciais. Afinal, o Brasil produz matérias primas necessárias a muitos países e possui um mercado interno interessante para as multi-nacionais.
Eu moro na Austrália para onde vim depois da reeleição dessa pústula que quer deixar um saco vazio em seu lugar e aqui ninguém está preocupado com a podridão que assola o Brasil. Pode feder à vontade, pode explodir, pode ir para os quintos dos infernos, que não vai de forma alguma afetar a nossa querida democracia. Sabe por que, diretor? Porque o povo australiano, ao contrário da maioria do povo brasileiro, não sofre daquela doença terrível conhecida pelo nome de cleptomania. Sabe, senhor diretor, por que a maioria dos políticos brasileiros são ladrões? É simples: é porque a maioria do povo brasileiro também é ladrão. Prova disto é o índice de aprovação do governo desse larápio Lula da Silva: 80%!!! Quem apóia ladrão, ladrão é.
De modo, senhor Eurípedes, que eu lhe peço para pedir ao seu escriba que estude um pouco mais sobre a democracia e pare de escrever bobagens. Sugiro até que ele visite os países verdadeiramente democráticos para ele ver como funciona uma democracia. Se ele vier a Austrália, eu terei prazer em hospeda-lo e viajar com ele por todo o país para que ele respire os ares de uma verdadeira democracia e aprenda sobre uma verdadeira democracia.
Sabe, senhor Eurípedes, a democracia é um sistema de governo quase perfeito e caminha para a perfeição. Por isto, não funciona em países habitados por primitivos como o Brasil onde o poder de eleger está nas mãos de incapazes até de tocar a própria vida e por isto acham que o governo tem que suprir as suas necessidades. As bolsas esmolas do governo cleptômano de Lula da Silva confirma isto. Nas verdadeiras democracias os cidadãos trabalham duro, estudam muito e exigem do governo apenas que ele faça a sua parte que é governar bem. Só isto e mais nada.

Cordiais saudações,
Otacílio M. Guimarães
Darwin, Austrália

O herói não está na camisa

Winston Churchill teria dito que quem não é comunista na juventude não tem coração, mas quem é comunista na maturidade não tem cérebro. Isso me acalma a alma, pois concluo que tenho tanto coração quanto cérebro.

Pois é, fui comunista na fatídica época da adolescência. Certa de que deveria ser contra alguma coisa virei contra tudo, então mamãe me advertiu que eu era uma rebelde sem causa. Para contornar o problema li uns livros imbecis para o público juvenil – aliás, deveriam ser proibidos! – e eis que me deparei com o comunismo. Achei que tinha descoberto a roda e arrumei um exemplar de tradução duvidosa do Manifesto Comunista de Marx (e Engels…kkk). Numa noite quente carioca tranquei-me no quarto e quando sai estava certa de que tudo sabia sobre marxismo, sobre os males de todo o mundo e a solução para eles. Virei oficialmente comunista, para sagrar meu batismo comprei uma camiseta com a cara do Che Guevara e uma boina com a estrela vermelha! Dá para acreditar? É…

Andava eu orgulhosa com a cara do Che Guevara na camisa e a boina na cabeça – para que todos soubessem que lá estava uma revolucionária! Graças a minha sábia e paciente mãe a camisa e a boina eram sempre lavadas “ter filha revolucionária até engulo, mas que cheire a revolucionária, jamais!”. [Te amo mãe!]. Pois bem, certa vez estava eu rigorosamente uniformizada com o Che e a estrelinha quando uma amiga de minha tia disse – para meu total desespero e revolta – que se eu e todos os aborrescentes que usavam a indefectível camisa e a boina com estrelinha soubéssemos as atrocidades que o argentino metido a salvador da humanidade tinha feito, rasgaríamos a camisa imediatamente e queimaríamos a boina. Fiquei furiosa e a acusei de… vocês sabem… pelega, reacionária, burguesa, malvada, defensora das injustiças e blá blá blá. Ela riu me deu um tapinha nas costas e pediu para eu pegar um copo de refrigerante para ela. E lá foi a revolucionária encher um copo de Coca-Cola para a amiga reacionária da tia.

Filiei-me ao Partido Comunista (PC do B) e ia toda feliz para as convenções. Logo percebi a chatice dos discursos, mas era lá o meu lugar, era lá que eu faria a revolução! E conclamava os camaradas, e falava dos perigos que os “milicos” representavam caso Lula fosse presidente e tals e tals. Mas como felizmente me restava o cérebro, comecei a ler outros textos além dos canônicos indicados pelo Partido. E soube dos Gulags soviéticos, e soube do Paredón cubano, da Revolução Cultural chinesa, da perseguição e assassinato de opositores, da homogeneização forçada do pensamento, dos livros proibidos… mas achava que para fazer a revolução era preciso enfiar o pé na lama, insisti, mas pensei que poderia mudar um pouco isso.

Numa convenção nacional do PC do B ousei falar que Stálin foi um assassino sanguinário e fui rechaçada. Foi quando, em uma outra convenção do partido, fui perguntada por uns rapazes que estavam na rua sobre o que estava acontecendo. Quando disse que era uma convenção do partido, eles perguntaram se poderíamos arrumar camisas para o time de futebol que estavam organizando. Fiquei uns bons minutos explicando que isso não era correto, que eles deveriam aderir ao partido por ideologia, que eles precisavam somar na luta que os libertaria, etc… voltei orgulhosa para contar aos camaradas meu grande feito, ao que um deles respondeu “até que podemos arrumar as camisas, ora! Serão votos!”. Balde de água fria! Saí imediatamente e voltei desolada para casa. Acabava ali meu sonho revolucionário. E me lembrei dos mortos nos Gulags, nos fuzilados no Paredón, dos perseguidos pelos camaradas, dos intelectuais mortos pelo “Grande Timoneiro”, do Partidão… o que essas pessoas diziam, por que lutaram e morreram para evitar “A Revolução”?

E soube que aquela revolução era o tiro de misericórdia na liberdade tênue que temos, no direito de lermos, de trabalharmos, enriquecermos, vivermos de forma simples ou mediana. Nosso direito de criticar o que nos incomoda, sugerir mudanças, escrever em blogs e navegar pela internet. Nosso direito de não ter como governantes pessoas que nos matam por desejarmos qualquer coisa que eles consideram “antirrevolucionária”. O direito de não dividir a miséria e sim, de caminhar rumo a uma sociedade que preza pelo conhecimento plural e livre, que se regula por leis que garantem a propriedade privada, a isonomia de direitos, a livre manifestação de pensamento, o direito de defesa e de acusação, por que não? O debate, a réplica e tréplica. As artes, boa comida, universidades e até futilidades. O campo, as cidades e praias, a liberdade de escolher nossa morada, de vendê-la e comprá-la.

E vi que o herói não está na camisa! Eram muitos os heróis, e seus corpos sucumbiram diante das metralhadoras, do gelo siberiano, da ignorância e propaganda “revolucionária”. Mas eles prevaleceram, venceram, e a prova disso é que escrevo essas linhas hoje.

A todos os heróis anônimos que partiram, aos que ainda vivem nas sombras da indiferença e falta de agradecimento, à todos os heróis que venceram e cujo fruto dos sacrifícios saboreamos hoje, deixo aqui minha singela homenagem:

PRIMEIRAS PALAVRAS

Onde se apresenta de maneira geral as idéias e aspirações desse espaço

A triste história dos regimes autoritários e totalitários foi utilizada de maneira oportunista por aqueles que defendem a democracia como o único regime de governo legítimo. Democracia virou sinônimo de liberdade, ou melhor, certas liberdades foram qualificadas como democráticas. Qualquer outro regime de governo fora dos moldes democráticos são então vistos como ditatoriais, violentos, repressores e assassinos. O “Estado Democrático de Direito” é assim a única alternativa, fugir disso é correr o risco de ser invadido por alguma coalizão internacional e ter a democracia imposta. Flagrante despautério, mas aplaudido pelos paladinos das bandeiras democráticas.

Falta, todavia, uma certa ilustração aos que têm a democracia como o único regime possível. Primeiro, é notório que os democratas são mais felizes quando seus cordeiros – os eleitores, ditos “cidadãos” – pouco sabem sobre democracia. Cegos pela ignorância crônica são manipulados. O que pouco se diz é que a manipulação é a base principal de sustentação da democracia. Essa é a essência do regime, não sua deformação.

A massificação do processo eleitoral, princípio primordial da democracia, redundou na despersonificação dos responsáveis pela eleição daqueles alcunhados como “representantes”. Sem uma identidade os que elegem perdem força e capacidade de organização para cobrar de seus eleitos o cumprimento do papel para que foram designados: representar. Assim, aquele que se diz representante triunfa: legisla e executa por seus próprios interesses, que comumente são manter-se no poder.

A vontade de manter-se no poder – perpetuada por seus descendentes, o que significa uma verdadeira sucessão dinástica – elimina qualquer ética política. Trocas de favores, oferecimento de cargos, desvios vultosos de verbas públicas para financiar campanhas, processo legislativo direcionado para manter a ordem das coisas, são os efeitos colaterais inevitáveis da ordem democrática.

Tudo isso é cuidadosamente obnubilado por uma forte propaganda. Regimes que saiam milimetricamente do paradigma democrático são imediatamente tratados como inimigos em potencial da humanidade, a despeito de qualquer benefício superior que tragam para seus povos. Atrocidades cometidas pelo nazi-fascismo, pelos regimes soviético, cubano, coreano, chinês, os do leste europeu, e demais (mancha negra da história da humanidade) são repetidamente relacionadas com a sublimação da democracia, de modo que todos absorvam a idéia de que a queda da democracia necessariamente levará à morte de milhões de inocentes. Dentro das democracias, quando denunciados escândalos de corrupção – peste impossível de ser combatida nesse regime – os acusados são logo apontados como agentes anti-democráticos, mesmo que democraticamente eleitos, mesmo que democraticamente legislem ou executem.

Esse é um espaço contra a democracia. No decorrer de nossas manifestações procuraremos esclarecer com maior cuidado nossas colocações, apresentar alternativas e delinear as estruturas de um regime de governo efetivamente justo e ocupado com a realização das demandas urgentes de toda a sociedade. Sejam todos bem-vindos.

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