Archive for the ‘ Na rede ’ Category

O Céu da Semana

Mais uma dica de programas legais que podem ser assistidos no Youtube! Esse é o “Céu da Semana”, que conforme a descrição do programa no Youtube:

Céu da Semana é produzido pela Univesp TV, em parceria com o Laboratório Aberto de Interatividade da UFSCar. Todas as semanas, Gustavo Rojas apresenta dicas de como olhar para o céu, quais constelações estão em destaque, fases da lua e os principais fenômenos astronômicos.

O Céu da Semana é um quadro também no Paideia, programa radiofônico sobre cultura científica apresentado ao vivo todas às 3ª feiras, às 18h, na Rádio UFSCar.

Essa semana teremos um evento raro, o trânsito de Vênus! Saiba mais com o ep. #107 do ótimo “O céu da semana”

Veja os programas anteriores no canal do Lab. Aberto de Interatividade.

A Revolução dos Idiotas

Há observadores do tempo tão sagazes que suas leituras sobrevivem para além de seus tempos e, surpreendentemente, tornam-se cada vez mais verdade no decorrer dos anos. É o caso de Nelson Rodrigues, um autor que muito me agrada e que tinha o raro talento de escrever primorosamente tanto crônicas literárias quanto crônicas… documentais, digamos assim.

Nelson Rodrigues cunhou uma idéia muito interessante chamada “a Revolução dos Idiotas”. Há muito tempo os idiotas viviam recolhidos em sua insignificância e deixavam que os melhores pensassem e decidissem por eles. Num determinado momento – e o marxismo tem uma grande parcela de culpa nisso, mas não só o marxismo – os idiotas notaram que eram a maioria e começaram a ocupar todas as esferas de um Estado, mais grave, da civilização ocidental.

A finada Rede Manchete transmitiu em 1992 um documentário baseado no argumento de Nelson Rodrigues. Já encontrei esse documentário em vários blogs, mas pela visualização dos vídeos no Youtube percebi que ele ainda não foi suficientemente assistido. Então disponibilizo os vídeos aqui no ContraDemocracia para que meus [in]fiéis leitores possam desfrutar dessa beleza e divulgar em suas redes sociais.

Metrô Rio e Barcas S/A – tudo pelo conforto dos usuários

Confira os vídeos que explicam os motivos do aumento das passagens do transporte público do Rio de Janeiro e entenda porque os protestos contra as novas tarifas são injustificáveis! 

O vídeo sobre o metrô está aqui e o das barcas aqui!

O povo reclama de barriga cheia, né?

Bibliotecas virtuais – livre acesso

A vida dos pesquisadores não é fácil. Além das horas solitárias com muitas leituras, prazos apertados, dores na coluna por causa do tempo que passamos sentados, tendinite, problemas de visão e coisas do tipo, ainda sofremos para conseguir aquele artigo crucial disponível em uma revista que cobra os olhos da cara pelo acesso. Como estudo em uma grande universidade que paga caro para permitir que os alunos possam ter acesso às principais revistas e plataformas de periódicos, não sofro tanto assim desse mal. Mas sei que há muitos jovens estudantes de universidades menos badaladas e até mesmo pessoas que não tem vínculo formal com a academia mas adoram estudar e se aprofundar em determinados assuntos que são privados do acesso ao conhecimento.

Para ajudar essas pessoas faço uma pequena listinha com portais de periódicos e livros de acesso gratuito e livre para todos. Como a minha área de pesquisa é Humanidades a lista é tendenciosa. Mas é possível encontrar artigos e livros de diversas áreas nessas plataformas. Então prepare seu browser para ganhar alguns favoritos e vamos lá!

Scielo

Penso que o Scielo é a primeira parada para quem deseja iniciar uma pesquisa sobre algum tema. Com um grande acervo de materiais, sempre atualizados e, mais importante, gratuitos, o Scielo é o paraíso dos amantes do saber. Clique aqui para acessar!

Dialnet

Nem tudo o que está indexado no Dialnet é gratuito, mas há bastante coisa interessante e vale uma visita. (Em espanhol). Clique aqui para acessar!

Persée

Um portal dedicado às ciências humanas e sociais, além de revistas tem anais de congressos (que custam bem caro). Como é um programa francês de publicação eletrônica a maioria dos títulos está em francês, mas há material em outros idiomas. O Persée já me salvou algumas vezes então tenho um carinho especial por ele. Clique aqui para acessar!

Gallica

Presentinho da BnF (sigla para Bibliothèque Nationale de France) é um prato cheio para quem gosta de história. Há livros raríssimo digitalizados e disponíveis para todo mundo, artigos e até manuscritos. Clique aqui para acessar!

Europeana

"Diagrama do Mundo" - Nas Etimilogias de Isidoro de Sevilha. Manuscrito do final do século XII presente na British Library. Acessado pela Europeana!

Essa é quente. Conforme a definição oferecida pelo próprio projeto: : Europeana permite que as pessoas explorem os recursos digitais dos museus, bibliotecas, arquivos e coleções audio-visuais européias. Acesse!

Gostou? Então aproveita porque todo o material pode ser acessado e as vezes até baixado legalmente!!!

Tem muito mais sites legais, como o Brasiliana que está no começo, mas já disponibiliza material, e o Domínio Público.

Você pode ajudar a aumentar essa lista dando dicas nos comentários.

Boa leitura!

Pérolas dos jornalistas – parte 2

Todo mundo sabe que o plágio corre livre, leve e solto na internet. As pessoas copiam conteúdos na maior cara de pau e poucas vezes citam as fontes. Não vejo problemas em reproduzir conteúdos desde que as fontes sejam devidamente indicadas e os autores originais citados. 

Esse tipo de absurdo é mais notório quando “profissionais” de grandes portais na internet copiam conteúdo. Aconteceu hoje. O blog Mundo Gump foi obviamente plagiado por um blogueiro do Yahoo. 

Confira aqui o post original de autoria de Philipe Kling David, autor do ótimo Mundo Gump. E veja aqui o plágio publicado no portal do Yahoo. 

Vamos compartilhar informações com responsabilidade. A internet é uma área fértil para produzir e compartilhar conteúdo, seria ideal que esse fosse um ambiente livre onde cada um fosse guiado pelo bom senso e honestidade e a força da lei estatal não precisasse agir para coibir atitudes lamentáveis como essa.

P.S. Todo o conteúdo do ContraDemocracia pode ser compartilhado e “reblogado”  livremente! Mas por favor, cite a fonte 😉

Da série: as melhores dos jornalistas

Matéria estarrecedora na Folha Online:

Uma aeronave da Gol foi atingida na tarde desta sexta-feira, no solo, por um caminhão que faria o seu abastecimento de alimentos, em Congonhas, na zona sul de São Paulo.”

Ficamos todos felizes por saber que o caminhão atingiu o avião NO SOLO, um desastre aéreo nessas proporções seria realmente catastrófico. Mas precisamos de leis que impeçam definitivamente a livre circulação de caminhões no espaço aéreo!

O melhor comentário: “Ainda bem que não era um caminhão pipa”

O lado oculto da internet (Parte II – alguns comentários)

A maioria das pessoas que entram no ContraDemocracia mediante ferramentas de busca chegam até aqui porque estavam procurando informações sobre a Deep Web. Por um lado isso é interessante, como escrevi no primeiro artigo alguns buscadores da Deep Web indexam bancos de dados importantes e que são negligenciados por ferramentas mais famosas, como o Google. Nesse grupo podemos incluir os bancos de dados de universidades, algumas revistas acadêmicas, textos antigos e de qualidade que não aparecem nos buscadores mais populares, enfim, as possibilidades são infinitas.

Quando iniciei a série tinha como objetivo escrever três artigos sobre a internet invisível: o primeiro, que pode ser consultado aqui ;

o segundo que iria tratar da Dark Web e um terceiro que seria uma reflexão sobre os limites do anonimato na rede.

A demora para esse segundo artigo não foi fruto só da minha falta de tempo ou pouca assiduidade na atualização do blog. É que eu pensei muito se deveria escrever sobre a Dark Web. Obviamente o ContraDemocracia não é a única fonte de informação sobre esse universo oculto da internet. Há amplo material, a maioria em língua inglesa, que pode ser consultado usando o badalado Google. Mas eu refleti se EU queria ser uma fonte de informação sobre isso.

E por qual razão protelei?

Bom, eu usei uma ferramenta para acessar a Dark Web, ou pelo menos uma pequeníssima parcela dela. É que existe desde a Dark Web menos complicada para acessar – e mesmo assim um usuário que só domina ferramentas básicas teria alguma dificuldade – e a Dark Web para usuários avançados que conhecem ferramentas de decodificação, programação e coisas mais complicadas.

Vou falar um pouco sobre por onde andei.

A primeira coisa que salta aos olhos é que navegamos em completo anonimato e podemos postar conteúdo também anônimo. O servidor não arquiva seus dados, de modo que se alguém postar algo ilegal e a autoridade de algum país requisitar dados sobre a pessoa, o servidor não vai oferecer esses dados, mesmo que quisesse não poderia, como eu disse, eles não ficam armazenados.

Há um lado positivo e um lado negativo nisso. Para pessoas que vivem em

Policial patrulha Lan House na China (fonte: Asian News)

países como a China, onde a internet é muito controlada, a Dark Web oferece a possibilidade de postar denúncias, informações e críticas ao governo sem que o governo possa fazer algo contra essas pessoas. Nesses casos a Dark Web pode funcionar como uma forma de driblar o julgo de Estados autoritários que tentam controlar todos os aspectos da vida de seus cidadãos. Esse é evidentemente o lado positivo. O lado negativo é que nem todo mundo usa o anonimato para causas nobres. Acho que para bom entendedor dizer só isso já basta, certo? E foi justamente por isso que duvidei se deveria escrever sobre a Dark Web. Pois bem, decidi que não darei detalhes sobre o que eu vi e tampouco vou ensinar como acessar o que acessei. Os dois outros artigos da série foram transformados em um. Neste aqui que você lê agora!

Então vamos para a reflexão…

Li uma entrevista muito instigante do criador de uma ferramenta para Dark Web. Segundo ele não é correto que o Estado possa controlar o que pensam e o que escrevem seus cidadãos. A internet convencional permite esse controle. A produção de conteúdo, segundo esse mesmo rapaz, deve ser livre e acima do controle estatal já que representa nosso direito fundamental de liberdade ideológica e intelectual. Sim, mas e quando essa liberdade ideológica e intelectual é usada para promover e divulgar crimes?

Alguns criminosos virtuais usam essas ferramentas para trocar informações sobre contas bancárias e dados pessoais de terceiros e dessa forma cometerem toda sorte de crimes possíveis quando temos posse dessas informações. E cito apenas um crime possível, a imaginação humana não tem limites.

Então deveríamos eliminar algo que surgiu a partir de uma demanda até legítima (liberdade ideológica e intelectual) por causa dos desvios? Não sei…  mas mesmo se que quiséssemos duvido que seria possível. A internet é um divisor de águas e inaugurou uma nova era na história humana, uma nova era que não se caracteriza apenas pela velocidade no fluxo de informações, pelas facilidades de comunicação, mas também pela extrema dificuldade de ser controlada. É inegável que as leis tal como as conhecemos não funcionam na e para a internet. Todas as tentativas de normatização da rede falharam miseravelmente até agora. Jovens brilhantes todos os dias criam novos aplicativos, novos vírus, novas ferramentas. A imaginação humana não tem limites e a internet é um retrato dela, e até hoje ninguém conseguiu controlar a imaginação.

Com um computador e acesso a internet é possível fazer coisas realmente incríveis. Desde aprender um novo idioma no LiveMocha, ver um filme antigo e difícil de encontrar, divulgar artigos como esse que você lê agora, acessar bibliotecas, assistir aulas… tantas coisas. O novo mundo previsto por Asimov já nasceu, a pergunta é: o que faremos com ele?

O comunismo desnudado

Começou um novo ano e eu volto a escrever por aqui, agora com a promessa de tentar publicar ao menos dois textos por semana. Esse blog foi criado com uma finalidade que vai além de apenas compartilhar informações, textos e idéias, vamos ver se aos poucos esse objetivo maior se concretiza.

Este é fundamentalmente um lugar de reflexão política e, portanto, urge proporcionar um espaço de formação dentro das limitações que o formato Blog impõe. Felizmente não é preciso inventar a roda, há bom material no mundo virtual que é pouco conhecido pelo público brasileiro. As vezes por estar somente disponível em língua estrangeira, as vezes por ter sido pouco divulgado. O que vou compartilhar nesse post se enquadra na segunda categoria.

Trata-se do ótimo documentário ‘The Soviet Story’, produzido em 2008 e dirigido por Edvins Snore, diretor letão e mestre em ciência política. Snore nos oferece uma leitura do regime soviético que não encontraremos em nossas salas de aula nas escolas e universidades.

Snore recorre a documentos históricos da época do regime, à opinião de especialistas e a testemunhas dos massacres perpetrados para mostrar que os crimes soviéticos foram tão ou mais abomináveis do que os dos nazistas. O ponto alto do documentário é justamente o momento onde somos apresentados às relações amistosas que Stálin mantinha com Hitler e que redundaram, entre outras monstruosidades, na deportação de judeus que buscavam asilo na URSS à Alemanha Nazista.

Conforme a sinopse do documentário apresentada na sua página oficial:

“‘The Soviet Story’ é uma história de um poder Aliado que ajudou os nazistas a perseguir os judeus e que chacinou seu próprio povo numa escala industrial. Apoiados pelo Ocidente, esse poder triunfou em 9 de Maio de 1945. Seus crimes foram feitos tabus, e a história completa do mais assassino regime Europeu nunca foi contada. Até agora…”

Depois de ver o documentário fica uma estranha sensação. Se o Nazismo é, por bons motivos, considerado um crime e a divulgação de sua ideologia é combatida em grande parte do mundo Ocidental, porque o comunismo é tão bem aceito? Porque partidos declaradamente stalinistas, como o brasileiro PCdoB, podem atuar livremente e inclusive possuir cadeiras em nossas câmaras e cargos públicos? Lembremo-nos do último ministro do esporte, oriundo das fileiras do PCdoB, que foi denunciado por corrupção e perdeu o cargo.

Sem mais delongas, esse documentário é fortemente recomendado por essa humilde escriba. Não percam! E mais, divulguem!

 

Mais informações: página sobre o documentário na Wikipédia. Página oficial do documentário.

 

Documentário disponível na internet.

 

Áudio: Inglês

Legenda: Português

Parte 4

Parte 5

Parte 6

Parte 7

Parte 8

Parte 9 (final)

 

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