“Senta a Pua” e a “A Cobra Fumou” – combatentes brasileiros na II Guerra Mundial

O último post do ContraDemocracia trouxe o emocionante testemunho do MAJ. BRIG. Assis que depois de ter seu avião atingido acabou prisioneiro dos nazistas. Naquele post eu falei do documentário “Senta a Pua”. Logo depois de publicar o artigo naveguei um pouco pelo Youtube e qual não foi minha surpresa ao encontrar o documentário completo na rede de compartilhamento de vídeos! E além do “Senta a Pua” encontrei também o documentário “A Cobra Fumou”, que traz ótimas entrevistas com os combatentes da Força Expedicionária Brasileira! 

Sugiro que os internautas assistam aos documentários o mais rápido possível, sabemos bem que a qualquer momento o Youtube pode tirar esses registros históricos do ar.

O emocionante relato de um aviador brasileiro feito prisioneiro pelos alemães na II Guerra Mundial

Assisti ao documentário “Senta a Pua” que trata da atuação da Força Aérea Brasileira durante a II Guerra Mundial. Fiquei realmente emocionada com as histórias de nossos bravos combatentes que enfrentaram duras batalhas, a perda de companheiros, dificuldades de comunicação e o temível frio europeu com firmeza e o velho bom humor brasileiro. Por onde a FEB passou deixou uma história de encher de orgulho sua nação. Dizem que os soldados brasileiros eram os únicos que compartilhavam a parca ração que recebiam com os civis antes mesmo deles se alimentarem, enquanto os combatentes de outras nações primeiro se alimentavam e depois distribuíam comida para a população. Os combatentes brasileiros foram cruciais para a retomada da Itália e é lamentável o pouco que sabemos de suas histórias. Lembro que quando estudei a II Guerra Mundial na escola não ouvi sobre a atuação de nossos combatentes, o mesmo ocorreu na universidade. Meu interesse foi despertado pelo documentário “Senta a Pua” e cada vez que aprendo mais sobre os combatentes brasileiros da II Grande Guerra mais me orgulho. (Confira o trailer do documentário aqui!)

Talvez um dos meus infiéis leitores não consiga compreender a importância da atuação brasileira na Europa convulsionada, eu entendo. Mas faça o seguinte exercício: imagine se o Eixo tivesse vencido a guerra e a Alemanha Nazista concretizasse o plano de chegar às Américas? Imagine nosso país ocupado por tropas nazistas… duvida que isso fosse possível? Pois saiba que Hitler enviou missões alemãs para o Brasil e mostrava interesse em nosso território. Entre o Amapá e o Pará, numa pequena ilha do Rio Jari, existe um túmulo marcado por uma suástica nazista, é a sepultura de Joseph Greiner, alemão que fez parte da expedição alemã para o Brasil iniciada em 1935. (fonte: Francisco Miranda)

Os combatentes brasileiros não lutaram apenas para libertar a Europa, eles ajudaram a impedir o provável plano de Hitler de ocupar o Brasil!

Dentre as histórias dos nossos heróis que podem ser encontradas pela internet, no documentário “Senta a Pua” e no recém-lançado livro “Cartas de um Piloto de Caça” que traz as cartas escritas por Fernando Corrêa Rocha, um jovem que abandonou a Faculdade do Largo São Francisco para lutar na Europa, se destaca também o eletrizante relato do MAJ. BRIG. Josino Maia de Assis, que teve o avião atingido pelos alemães durante uma missão, escapou graças ao paraquedas, mas acabou prisioneiro do exército alemão.

Não vou contar muito sobre a história do MAJ. BRIG. Assis, vale a pena ler o relato que ele escreveu do próprio punho e que foi cedido pelo seu filho para o website “Sentando a Pua”, dedicado à preservação da memória das glórias de nossos combatentes. Mas chama a atenção o desprezo que o corajoso piloto enfrentou quando, depois de libertado por tropas americanas, procurou a embaixada brasileira na França para reencontrar sua tropa. Não fosse a ajuda dos americanos nosso combatente, junto ao companheiro que foi libertado com ele, ficaria a mingua vagando pela Europa. O relato do MAJ. BRIG. Assis soa como um prenúncio para o tratamento que os pracinhas receberiam do país pelo qual arriscaram as vidas.

Leia a história do MAJ. BRIG. Assis aqui!

MAJ. BRIG. Josino Maia de Assis

MAJ. BRIG. Josino Maia de Assis

Para saber mais:

ROCHA, Fernando Corrêa. Cartas de um Piloto de Caças. Rio de Janeiro: Ouro Sobre Azul, 2012. (organizado por Heliosa Rocha Pires). Compre aqui!

Veja e o Cachoeira

Parece que as ligações de Carlinhos Cachoeira vão muito além de seus tentáculos no Congresso. Grampos da Polícia Federal autorizados pela Justiça mostram as relações íntimas entre o bicheiro e a cúpula da Revista Veja, a mais vendida do Brasil e que possui não leitores, mas seguidores fiéis que acreditam em cada palavra da revistinha e seguem fanaticamente o comentarista Reinaldo Azevedo, carinhosamente conhecido por seus lacaios virtuais como “Tio Rei”. Engraçado é acompanhar a reação do tiozão no blog que ele mantém no domínio da revista. Uma verborragia sem fim para justificar a compra de matérias por um contraventor. Por acaso, só por acaso, a Veja é uma defensora intransigente do DEM, partido do Demóstenes Torres que era não só amigo do bicheiro, mas defendia projetos que privilegiavam o bandido no Senado. O senador que deveria legislar pelo bem comum trabalhava pelo bem de um marginal! Quantos outros políticos legislam a favor de interesses espúrios? Faça suas apostas. Já a revistinha que se diz a porta-voz da moralidade pública publicava matérias de acordo com os interesses de Cachoeira. Quantos outros veículos da imprensa estão comprados? Faça suas apostas também!

Confira aqui a reportagem sobre as relações da Veja e Carlinhos Cachoeira!

O milagre chinês?

A China é por vezes celebrada como um exemplo de milagre econômico. Há poucos anos era um país pobre e isolado e hoje desponta como a segunda maior economia do mundo. Produtos chineses inundam as prateleiras de nossas lojas. Baratos e vagabundos, mas consumidos com avidez, ameaçam a indústria nacional que afogada em impostos perde competitividade. Isso quando não entram ilegalmente no país e ficam mais baratos ainda, deixando os “espertos” brasileiros em transe com a facilidade de comprar uma falsificação ridiculamente barata na 25 de março em São Paulo.

Meu pai sempre me diz que não existem coisas fáceis na vida e se algo é muito barato e fácil de conseguir geralmente há um custo altíssimo por trás. Qual é o verdadeiro custo da tralha comprada na 25? Qual é o custo do crescimento “milagroso” da China?

Para começar a China conta com leis, ou falta de leis, trabalhistas que impõem aos trabalhadores uma jornada de trabalho praticamente escrava, tudo com a anuência de um governo comunista mais preocupado com riquezas do que com o bem-estar de seus cidadãos. É bem mais fácil produzir coisas baratas e em larga escala quando você pode impor aos seus trabalhadores uma jornada intensa de trabalho e com baixos custos. Pague uma miséria a um pobre coitado qualquer e faça-o trabalhar 10, 11, 12 horas por dia, essa é a fórmula infalível para lucros rápidos e estonteantes. Mas a indústria chinesa é a única beneficiada com o regime trabalhista draconiano da China? Não, evidentemente. Olhe o seu lindo MacBook da Apple e veja onde ele foi produzido, seu tênis da Nike, ou qualquer outra porcaria que você comprou alegremente e que custou caro, caríssimo, para os trabalhadores do outro lado do mundo, submetidos a condições sub-humanas para atender aos nossos caprichos consumistas.

Mas eu não quero falar só sobre economia.

Há poucos meses olhamos estarrecidos para um vídeo chocante onde uma menina chinesa foi atropelada mais de uma vez enquanto as pessoas na rua passavam como se nada estivesse acontecendo. “Os chineses são monstruosos!”, li em muitos comentários na internet. Será o caso?

Sim, pode ser, mas são monstruosos não por serem chineses, mas por serem humanos. A popularização da visão de Rousseau dos humanos como naturalmente bons, corrompidos pela cruel sociedade, ganhou ares de uma verdade tão óbvia, tão forte, que fundamentou muito das leis e políticas largamente aceitas no mundo, especialmente o Ocidental. Enquanto isso Hobbes e a leitura do homem enquanto lobo do próprio homem foi relegada ao ostracismo ou “criticada” em nossas salas de aula com a propriedade dos inteligentíssimos mestres esquerdalóides que falam em liberdade e direitos humanos enquanto celebram o aniversário da “Revolução” cubana.

Não somos naturalmente bons, somos seres egoístas e que, graças à sociedade e seus códigos morais, religiosos e de conduta saímos da selvageria para podermos minimamente viver em grupo. Não há solidariedade instintiva.

Mas quando um governo reduz seus cidadãos a peças de uma máquina que deve alcançar um objetivo qualquer independente dos custos humanos toda a moralidade que consideramos essencial para a existência digna é jogada no ralo. Os indivíduos são dissolvidos e passam a compor uma enorme massa desumana rumo aos objetivos de seus líderes. Quando uma peça quebra basta jogar fora e substituir. Quando uma peça atrapalha a engrenagem basta jogá-la fora e substituir. Essa é a característica fundamental dos regimes totalitários tão bem enunciada por Todorov no seu livro excepcional “Em face do extremo”. Leiam! É um soco no estômago.

E nessa engrenagem todas as normas sociais que nos fazem minimamente solidários com nossos semelhantes se perdem, simplesmente porque não são aprendidas pelas outras peças. A menina chinesa atropelada era só uma peça, não há solidariedade, não há compaixão. Deixe-a perecer, ela será substituída.

E vemos a China e sua política do filho único onde famílias simplesmente descartam suas meninas, pois ter um menino é economicamente mais vantajoso. A menina não importa, a máquina precisa girar, use as melhores peças!

E quando elas não são eliminadas ainda na gestação são muitas vezes abandonas em orfanatos estatais e deixadas para morrer de fome. São os quartos da morte chineses, uma história infame e convenientemente negada pelo governo chinês, mas também pelos governos Ocidentais, preocupados com as vantagens econômicas que suas fábricas podem obter na China. Evidentemente o totalitarismo chinês é bastante vantajoso para os governos Ocidentais. Se eles não podem tratar seus cidadãos como escravos, se eles não podem matar suas meninas, já que as sociedades do Ocidente graças a uma tradição longíssima moral e religiosa não aceitariam isso tão facilmente, então aproveitam o estrago que o comunismo fez na China.

E vamos em frente, certo? Brincando com nossos IPads, ouvindo nosso MP4 e passeando pela Avenida Paulista sobre nossos lindos Nikes. 

A lista do dane-se

Como hoje é feriado decidi escrever sobre algo leve e divertido. Então vamos lá.

Li sobre a lista do “dane-se” no blog da Lola, achei a idéia interessante. Trata-se de uma lista onde você coloca as coisas que não faz a mínima questão de fazer antes de bater as botas. Mas não vale colocar coisas óbvias! É preciso listar coisas que as pessoas acham que são o máximo, mas você não! Vamos lá:

10. Comer caviar ou qualquer outra comida exótica e/ou nojenta;

9. Pular de paraquedas;

8. Seguir alguma religião oriental e/ou alcançar o nirvana;

7. Ser feliz o tempo inteiro (a felicidade é boa porque é rara!);

6. Virar vegetariana ou vegana;

5. Mergulhar;

4. Ficar muito bêbada (eu adoro cerveja, só! E não gosto de ficar bêbada, no máximo alegrinha quando estou em casa e/ou com bons amigos);

3. Acampar (tá, eu já fiz isso, mas não quero repetir a experiência);

2. Pilotar uma moto;

1. Voltar ao esquerdismo! Leia como “comunista, socialista, anarquista” e todos os seus derivados! Fui do PC do B quando era moleca, mas amadureci, felizmente!

Pronto, essas são as coisas das quais me lembro.

Bom feriado para todos!

Sérgio Cabral e os bons ares de Paris

Parece que o cargo de governador tem feito muito bem a Sérgio Cabral, que ao lado de Cavendish – dono da construtora Delta investigada por suas relações com Carlinhos Cachoeira e possuidora de contratos bilionários com o governo fluminense -anda fazendo tours fabulosos na capital francesa, com direito a dancinha da garrafa, champagne e papel de ridículo… ou melhor, ridículos somos nós que continuamos com cara de panacas enquanto financiamos os passeios de Cabral e seus cães.

É a conexão Brasília-Rio de Janeiro, proporcionada pela ponte Cachoeira. A propósito, já disse que essa disputa partidária que ocorre na republiqueta brasileira não passa de uma disputa entre cavalheiros. Há mais em comum entre o DEM e o PMDB do que supõe nossa vã filosofia.

E quem denunciou a farra cabralalesca em Paris? Antony Garotinho… estamos bem, heim?

Confira algumas fotos aqui!

Eugenia

Estou lendo, e devo dizer que isso já faz certo tempo por causa de falta de tempo, o polêmico livro de J. Philippe Rushton “Raça, Evolução e Comportamento”. Nele o autor questiona a idéia de que é o meio onde vivemos, e tão-somente o meio, que determina nosso sucesso escolar/acadêmico, profissional, o rumo de uma vida honesta, enfim, que determina o que seremos, como seremos e para onde iremos enquanto indivíduos relacionados com a sociedade. O livro é praticamente herético se considerarmos que o autor chama a atenção para fator raça como marcador de uma forte tendência para os rumos de nossas vidas. Ora, é bastante conhecido que a própria idéia da existência de “raças humanas” foi lançada para o limbo e a promoção da concepção da raça enquanto uma construção social sem qualquer embasamento biológico se sagrou como a aceita, e de tal modo que no nosso país, se a questionarmos, corremos o risco de sermos acusados de racistas e pararmos na cadeia. Racismo é uma coisa, racialismo me parece outra…

Ainda estou engatinhando nesses estudos, de modo que não tenho como testar com serenidade e segurança as hipóteses de Rushton e não sei se concordo ou não com ele. Mas discordo, e discordo muito, do status de tabu que o tema ganhou e das acusações feitas contra aqueles que apenas ousam questionar o que aprenderam na escola e na televisão. A ciência e o conhecimento não podem parar por causa de pessoas sensíveis (idiotas) que pensam que as pesquisas devem corroborar com o que elas consideram certo.

Mas o fato é que o tema tem me fascinado e quando posso procuro mais informações. E hoje numa dessas buscas encontrei um artigo sobre Eugenia. Se você não sabe o que é isso, leia o artigo e encontrará algumas explicações.

Reproduzo os primeiros parágrafos seguidos do link onde o texto foi originalmente publicado. Boa leitura!

Defesa da Eugenia

Por Marian van Court

A décima primeira edição da “Encyclopedia Britannica” define Eugenia como “ o melhoramento orgânico da Raça através da boa aplicação das leis da hereditariedade.” A maior parte das pessoas tem um branco quando ouvem essa palavra, ou ela conjura imagens de suásticas e Nazistas em marcha. Mas a Eugenia tem tido uma longa história, que se alcança a Roma Antiga e mesmo antes.
A Eugenia está preocupada com a direção atual da evolução humana. Milhares de artigos tem sido publicados em revistas acadêmicas, toneladas de poeira tem sido erguida por escovinhas em busca de caveiras, vastas quantias de dinheiro dadas a pesquisadores, e muitas carreiras gastas tentando descobrir como evoluímos cérebros maiores e inteligência superior até chegarmos ao Homo Sapiens, e essa é uma iniciativa fascinante e digna. Mas o que é urgente, o que é indiscutivelmente a questão mais importante encarando nossa espécie, é em que direção os seres humanos estão evoluindo exatamente agora. Estaríamos evoluindo em uma direção favorável, ou em uma direção desfavorável?

Continue lendo no Legio Victrix.

A arte do desrespeito

ou morto?

Dizem que brasileiros reclamam muito, é verdade, mas muitas vezes temos razão. Praticamente todo cidadão é um consumidor, e assim, todo cidadão brasileiro é um sofredor. Certa vez fui ludibriada pela operadora de telefonia móvel Vivo. Entrei em contato com o Procon que julgou minha reclamação procedente. A atendente do Procon, muito gentil, me orientou como levar adiante minha justa causa. Entrei em contato com a Anatel para fazer a reclamação, mais uma vez fui informada que minha reclamação tinha todo o cabimento. O próximo passo foi voltar ao contato com a Vivo, e dessa vez com a certeza de que seria atendida já que tinha o aval do Procon e da Anatel e segui rigorosamente o trâmite. A atendente da Vivo me enrolou por uns bons minutos e numa daquelas “aguarde, por favor” esqueceu de colocar o telefone dela no mudo, de modo que ouvi a conversa que se desenrolou onde ela falava com o gerente/monitor ou sabe-se lá quem, que eu havia ligado várias vezes e fui devidamente enganada pela Vivo, mas que daquela vez eu tinha o aval do Procon e da Anatel, como parecia constar no sistema. E fiquei ouvindo a conversa me sentindo uma perfeita idiota. Mantive o silêncio para conseguir captar tudo o que aquela mulher falava para o cara. Senti meu corpo tremer de ódio com o tom irônico da voz dela. Assim que ela notou que não havia colocado no mudo desligou imediatamente o telefone na minha cara! Passado um tempo, misteriosamente, o aval da Anatel desapareceu.

Isso é surpreendente? Não, estimados leitores.

Numa matéria do UOL de abril de 2011 vemos a denúncia dos benefícios dados por diretores da Anatel para empresas que disputavam licitações públicas. Claro que “favores” de agentes públicos sempre envolvem propinas. Amigos, se há alguém entre vocês que acredita que a Anatel – uma agência reguladora PÚBLICA – está a favor de nós, desculpe informar, mas não é verdade. Por que vocês acham que contratamos um serviço de internet banda larga de 10 Megas e recebemos um de 3 Megas, por falta de disponibilidade de sinal, segundo as operadoras, e mesmo assim a Anatel fica recolhida a sua insignificância? No dia 4 de agosto de 2011 a Anatel aprovou uma proposta de regulamentação da prestação de serviços de banda larga no Brasil realmente fascinante. Quer saber? Pois o Conselho Diretor da Anatel decidiu que as operadoras deveriam garantir 20% da velocidade vendida. Pois é, você compra um serviço e a agência que o regula define que o fornecedor só precisa entregar 20% do que vendeu. Imagine você comprar 1 quilo de carne no mercado e receber duzentos gramas? Pois foi essa a decisão da Anatel para nos beneficiar! Nossa, nem sei como agradecer! Mas calma, depois de um ano da proposta maravilhosa, as operadoras deveriam garantir 30% da velocidade vendida, um tempo depois 40%. Não é fantástico?

Cabe lembrar que a Anatel é a Agência Nacional de Telecomunicações (ah, essas siglas!). Isso significa que ela não regula apenas nossos celulares e internet, mais também os serviços de televisão e rádio. O órgão máximo da Anatel é o conselho diretor formado por cinco conselheiros que devem ter reputação ilibada e conhecimentos significativos sobre a função. É assim? Pois saiba que os conselheiros são escolhidos por indicações políticas e os partidos brasileiros disputam a tapas o “direito” de indicar seus nomes. Trata-se de interesse político, amigos, não de escolha baseada em méritos. Até o final de 2012, por exemplo, uma das conselheiras é Emilia Ribeiro, colocada lá pelas mãos de ninguém mais ninguém menos do que Renan Calheiros e José Sarney. Quem achava que o sarneizão só coronelizava o Maranhão está enganado. Com a iminência do processo de nova escolha de conselheiros começa a corrida ou pela reeleição de Emilia Ribeiro ou pela escolha de Daniel Slavieiro. Quem é o fulano? Só o ex-presidente da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão e atual diretor-geral do SBT. Ou seja, um cara que trabalha para aqueles que, se escolhido, deverá fiscalizar e regular. (Fonte)

Por acaso eu já mencionei que a família Sarney é dona da Rede Mirante, uma emissora maranhense afiliada da Rede Globo?

Nessa trama macabra evidentemente que a babaca aqui seria descartada e humilhada pela Vivo e abandonada pela Anatel. Sou só uma brasileira, só mais uma otária numa multidão formada por milhões.

Dizem que brasileiros reclamam muito, é verdade. Dizem que brasileiros reclamam e nada fazem. É verdade também. Eu, todavia, já cansei de ser só uma reclamona.

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