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Conflito entre Israel e Palestina e o debate entre João Pereira Coutinho e Vladimir Safatle

Estão todos acompanhando o debate ferrenho entre João Pereira Coutinho e Vladimir Safatle sobre os conflitos entre israelenses e palestinos? Vale a pena!

O primeiro texto publicado que gerou toda a troca de farpas é de autoria de Safatle e foi publicado no dia 5 de fevereiro de 2012:

 A Cisjordânia e a “política da invisibilidade” 

O equívoco no texto de Safatle é ignorar que é difícil chegar a um acordo com um povo que simplesmente prega a destruição de outro. Estou falando dos palestinos. Todas as tentativas de acordo foram negadas pelos palestinos. Recentemente o presidente do Irã, simpático a causa palestina, sumarizou bem a questão quando não só negou o holocausto como pregou a destruição de Israel. Presidente este de um país que financia grupos terroristas como o Hezbollah e o Hamas. Isso sem falar que o articulista e professor Safatle insiste na velha fórmula da vítima versus o algoz: a miséria do mundo não Ocidental é culpa do mundo Ocidental. A velha história de jogar a responsabilidade para os terceiros. 

Veio então a resposta de João Pereira Coutinho publicado no dia seguinte:

O turista ocidental

Pereira Coutinho dá um belo exemplo sobre o que diferencia um professor de um militante. Analisar os fatos tão-somente para comprovar suas ideologias não é só danoso para a produção do conhecimento, é desonesto mesmo.

Safatle não deixou barato:

Chamar de “muro” um muro

E assim fomos todos informados de que “muro” significa “muro”. Piadas a parte, da mesma forma que reconhecer os excessos cometidos contra os palestinos não significa ser anti-israel, reconhecer que Israel sofre graves ameaças e atentados não significa ser anti-palestina.

E veio a resposta de Coutinho:

Resposta a Vladimir Safatle

Ela foi publicada no dia 13 de fevereiro, imagino que Safatle responderá. Vamos aguardar as cenas do próximo capítulo! Embora possamos discordar de um ou outro lado, ambos trazem informações importantes e pontos de vistas distintos. Acho que no fim ganha todo mundo que tem a oportunidade de acompanhar um debate sem firulas e de bom nível.

Novidades!

Um gentil leitor colocou aqui nos comentários a resposta do Safatle que saiu hoje, dia 22/02/2012. Segue o link:

Um esclarecimento final

Pelo título o Safatle parece querer encerrar a discussão. Será que o Coutinho responderá? 

Enquanto isso…

Mais de 250 mil israelenses vão às ruas contra alto custo de vida

Motivados pelo alto custo de vida no país, mais de 250 mil manifestantes tomaram as ruas de Israel neste sábado, pedindo “justiça social”, segundo números oficiais.

A imprensa israelense cita mais de 300 mil pessoas e os organizadores falam em até 500 mil. A manifestação já é considerada uma das maiores da história de Israel, país com apenas 7,5 milhões de habitantes.

O protesto é parte de uma onda de insatisfação que já motivou a montagem um grande acampamento no centro de Tel Aviv, formado por jovens que reclamam do preço dos aluguéis. Outras cidades seguiram o exemplo e as barracas se espalharam pelo país.

Também é visto como um reflexo da chamada Primavera Árabe, o conjunto de manifestações que se espalhou pelo norte da África e o Oriente Médio.

Gritando palavras de ordem como “as pessoas vem antes dos lucros”, os manifestantes se queixam do alto custo de vida, sobretudo dos aluguéis e dos alimentos.

Trata-se do terceiro sábado consecutivo de protestos. A maior concentração ocorreu em Tel Aviv, onde houve apresentação de artistas populares em Israel, como Shlomo Artzi e a cantora Rita.

Em Jerusalém, os manifestantes se concentraram em frente à casa do primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu.

INTERNET

O movimento de insatisfação ganhou força na internet. Há algumas semanas, uma discussão iniciada no Facebook sobre a alta do preço do queijo cottage deflagrou uma onda de protestos contra a diminuição do poder aquisitivo no país.

O queijo cottage é essencial no café da manhã dos israelenses. O protesto majoritariamente online obrigou os comerciantes a abaixarem o preço do queijo, pelo menos temporariamente.

Após o queijo cottage, o preço dos aluguéis se tornou o alvo dos manifestantes. Durante o verão no hemisfério norte, nasceram as “cidades de barracas”, acampamentos de manifestantes em diversas partes do país.

Em Tel Aviv, o acampamento fica no meio do canteiro do elegante Boulevard Rothschild.

Os manifestantes citam o crônico problema da baixa oferta de residências no país. Ao contrário de outros países desenvolvidos, a maioria da terra em Israel é nacionalizada.

O governo israelense já parece ligeiramente aturdido com o repentino descontentamento público e o primeiro-ministro teve de adiar, nos últimos dias, uma viagem para a Europa.

O governo também preparou rapidamente um pacote de reformas que inclui a promessa de construção de mais residências para estudantes.

Fonte: BBC Brasil

E na Espanha

Chile

Brasil????

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